SONETO A UMA QUALQUER LONGA VIAGEM
(Em verso eneassilábico) Tenho mãos, tenho pés, tenho braços Que ergo rumo às fronteiras da vida, Caminhando e negando os cansaços Desta estrada de terra batida. Passa o tempo e devolve-me aos traços As memórias da estrada vencida Na cadência sonora dos passos Pelos becos que o são sem saída. Tanto beco e ruela já vi, Tanta estrada galguei, sem parar, Que, hoje, posso afirmar ser aqui, Sobre os longes que andei, que corri, Que os meus passos me irão conquistar Na batalha de ser quem escolhi. Maria João Brito de Sousa – 09.05.2013– 17.22h NOTA - Soneto reformulado a 01.09.2015