E PARA QUASE TODOS, QUASE NADA
DEPOIS ou E PARA QUASE TODOS, QUASE NADA * Depois a gente chora, a gente ri, A gente, como dantes, nasce e morre E há-de calar-se a voz que em mim discorre Sobre as coisas que agora escrevo aqui * Alguém virá dizer-vos que morri, Outro alguém cuidará do que me sobre (que não é pouco, embora eu seja pobre) E talvez sobreviva o que escrevi. * Isto temos por certo, mas enquanto Houver lugar prá vida e para o espanto, Aproveitemos esta caminhada * Que quase nunca é fácil e segura Já que pra muito poucos há fartura E para quase todos, quase nada. * Maria João Brito de Sousa - 24.05.2020 - 10.50h Eu, ontem. memorando Maria Velho da Costa.