NAS TUAS MÃOS - Reedição
Fotografia de Abel Ferreira Simões * NAS TUAS MÃOS * Nas tuas mãos eu, ave, me confesso E esvoaço e sucumbo e já rendida Espero delas a graça de uma ermida Onde a chama que sou não tenha preço * Eu, ave, tudo entrego e nada peço: Submeto-me à carícia pressentida Nas asas da candura em mim escondida Que tu não sonharias e eu nem meço... * E que outra ave marinha ofertaria Tão extrema e profundíssima alegria? Que outra se te daria em seda pura? * Às tuas mãos, quem mais se atreveria A desvendar-lhes sede e fantasia Para enchê-las de espanto e de ternura? * Maria João Brito de Sousa Maio 2007 ***