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A mostrar mensagens de agosto, 2022

O MUNDO NUMA MÃO

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O MUNDO NUMA MÃO *   Debalde me levanto e me preparo Para abarcar o mundo num abraço E sem sequer saber porque é que o faço Ao tentar abraçá-lo é que reparo * Que sendo humana ainda me deparo Com as limitações do gesto escasso E embora acolha vida no regaço, Sou apenas mulher e não me é raro * Sentir-me aprisionada e pequenina Num corpo velho, frágil, perecível, Cujas asas não passam de ilusão * Ou mera fantasia de menina... Ah, só em sonhos me será possível Guardar inferno e céu numa só mão! *   Maria João Brito de Sousa 18.01.2008 - 19.23h *** In Poeta Porque Deus Quer, Autores Editora, 2009 * Nota - Este soneto foi ligeiramente "retocado" aqui e ali, com excepção do verso final que foi integralmente reformulado.

ATENÇÃO!

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Saiba a  quê

ABRINDO UMA EXCEPÇÃO, NÃO UM PRECEDENTE...

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... aqui vai!  

AOS AMIGOS

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AOS AMIGOS : Estarei ausente dos meus e vossos blogs por um período de cerca de duas semanas. Talvez um pouco mais, dependendo de como se comporte a minha errática Musa. Estas situações, são habitualmente justificadas pela minha falta de saúde ou pela ausência da Musa, que é como quem diz "motivação", "garra" e "inspiração". Desta vez, porém, estarei ausente por motivos de trabalho: tenciono concorrer a um prémio literário, preciso de poemas inéditos (muitos) e tenho pouco mais de duas semanas para os produzir... ou, pelo menos, para o tentar ainda que a Musa, também ela, esteja ausente ou adormecida. Um forte abraço a todos vós, companheiros de letras. Mª João Brito de Sousa 24.08.2022 ***  

CONVERSA ENTRE DOIS SONETISTAS

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Varina e Pescador, 1918, óleo sobre madeira de José de Brito (1855–1946). Coleção particular *** CONVERSA ENTRE DOIS SONETISTAS * Coroa de Sonetos * Custódio Montes e Mª João Brito de Sousa * 1. * O barco vai ao largo a navegar Leva dentro os seus sonhos em viagem Mostra-nos a beleza da paisagem Que circunda esta praia junto ao mar * Espero que ele volte que ao chegar Vou sondar qual o sonho e a mensagem Que deixou ou que teve na passagem Para nele a seguir eu embarcar * Hei-de ir onde ele for…à ré me ponho Sigo a rota que teve no seu sonho Indo além nessa rota outra vez * Para quê? Vou dizer: assim abarco Os sonhos que na rota teve o barco E terei esses sonhos eu talvez * Custódio Montes 10.8.2022 *** 2. * "E terei esses sonhos eu talvez", Ou guardarei os meus noutro porão Que um bote a remos, feito galeão, Aguarda nesse porto a sua vez * De ir ao mar e voltar, mês após mês, E há nesse bote a absurda compulsão De enfrentar e vencer um furacão Apesar dessa sua pequenez... * Q...

FOLHA

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Aqui, por favor.

"OS AMORES DE VERÃO"

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Aqui, por favor.

BOMBEIRO(S)

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Aqui, por favor

"VAI QUASE A MEIO O AGOSTO"

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Aqui, por favor.

REENCONTRO

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Maria-Sem-Camisa II *   Maria-Sem-Camisa, a sabe-tudo, Aprendeu a falar c`os animais E não desdenha nunca saber mais De quanto vai dizendo o que está mudo *   Maria-Sem-Camisa é, sobretudo, Uma devota ouvinte dos demais Que entende o que lhe dizem os pardais E que ilude a razão onde eu me iludo... * Maria é destemida e eu... nem tanto... Maria nunca mente: eu já menti, Portanto ela é mais forte do que eu sou *   E espelha este meu Eu despido o manto Que esconde cada medo que senti Quando a fraqueza humana germinou. *   Maria João Brito de Sousa 16.01.2008 - 14.12h *** REENCONTRO *   Há tanto, tanto tempo que a não via! Mas ela está igual e diferente Sagaz, brilhante e irreverente, Dialogante, mais que a cotovia. *   Hoje, ao vê-la, fiquei tão contente! Pujante, como para mim eu queria… Minh`alma transbordante de alegria Rimou em sonho, mas contra a corrente. *   Lembrei-me da «Maria sem camisa» E de tantas coisas que eu aprendi No grande compêndio d`uma Artemisa… * Perdi-me em mil jogo...

SONETITE - Reedição

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SONETITE * Sofro de Sonetite... Foi bactéria Que me achou fraca e muito vulnerável E que, no seu instinto irrevogável, Me deixou, no final, nesta miséria... *   Não era competente na matéria, Nem sei por que razão indecifrável O soneto me achou tão desejável Sendo já entradota e quase etérea *   Mas veio e infectou-me corpo e alma E até à saciedade me tomou De forma tão intensa e radical *   Que já nem reconheço a mulher calma Que fui até que o vírus me infectou Até deixar-me em fase terminal... *   Mª João Brito de Sousa Maio 2007 *** (Reformulado)  

NÃO VOU À BOLSA!

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NÃO VOU À BOLSA! *   Não levo a Musa à bolsa de valores, Não vendo um verso, não concedo acções, E não penso sequer ganhar milhões Que prefiro dever alguns favores * A encontrar consolo para as dores No templo dos eternos vendilhões! Antes, consolidando as convicções, Trago à liça uns sonetos redentores * Que à bolsa não irão, cheios de graça, Tentar cotar o seu valor de praça No tal livre mercado enlouquecido * E embora seja escassa a minha força Não há-de haver oferta que me torça Nem preço que me arranque um desmentido. *   Mª João Brito de Sousa 11.08.2022 - 10.00h *** ;)

QUÍMICA(S) - Reedição

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QUÍMICA(S) * Eu canto os sons que andarem por aí, Que o mundo for deixando ao Deus dará Em forma dos fonemas que, por cá, Vão compondo canções que nunca ouvi *   Mil olhos devo ter, pois não perdi Um átomo sequer de quantos há E a química, depois, combinará Nos versos que vos teço por aqui *   Há versos a pulsar por toda a parte À espera de um olhar que os possa ver E que entenda juntá-los, dar-lhes vida *   Numa combinação de engenho e arte, Que há sempre mil razões pra se viver Mesmo que ande a razão meio perdida. *   Maria João Brito de Sousa 12.02.2008 ***

MANTO DE VIDA - Reedição

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MANTO DE VIDA * Conheço-me de cor e salteada: Na amarga lucidez dos meus sentidos Sei-me da humana cor dos meus vestidos Sobre a lonjura incerta de uma estrada *   Nasci assim que vida me foi dada: Do acender da chama em tempos idos Ao manto imaculado dos tecidos Em que me fiz adulta e fui amada *   Teve, o Tempo, a destreza destas mãos Que vão compondo o manto da vontade Aqui tecido em malhas de carbono *   E uma Vida, qual pacto de artesãos Urdido entre a mentira e a verdade, Tem sempre uma incerteza por patrono. *   Maria João Brito de Sousa 08.05.2008 - 11.08h *** Soneto Reformulado

FÉRIAS

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De  férias?

"COM ALBUFEIRAS VAZIAS"

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Aqui , por favor.

ÉS O SOL - Custódio Montes e Mª João Brito de Sousa

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Tela de Pablo Picasso (1881/1973)     ÉS O SOL * Coroa de Sonetos * Custódio Montes e Mª João Brito de Sousa * 1. * És o sol que me aquece dia a dia Na caverna que arrefece o meu viver Sem ti o que seria do meu ser Sem o amor que me dá tanta alegria * Amar-te até ao fim é uma fatia Do que mereces tu para te ter E muito mais farei até morrer Ao colo do frescor dessa magia * À volta do teu seio e remanso Reclino a cabeça e descanso Estarei sempre alegre ao teu redor * Que é meu esse ambiente essa frescura Que me leva ao céu e à loucura De ter no teu regaço o meu amor * Custódio Montes 5.8.2022 *** 2. * "De ter no teu regaço o meu amor", Lembro-me bem de em tempos tê-lo dito, Mas essa é frase que não mais repito Porque perdeu há muito o seu fulgor * E esse meu sol deixou de dar calor, Tornou-se, para mim, astro proscrito Que se perdeu, talvez, no infinito Que é, das grandes lonjuras, a maior... * Mas pudesse eu no tempo recuar E porque me conheço vou jurar Que o mesmo sol de ent...