ESPANTO II - Reedição
* ESPANTO * Meu espanto, como bicho degolado, É este quase-nada, este destroço, Que embora reduzido a pele e osso Faz frente a quem o tenha encurralado * É este não temer ser confrontado Com força natural, fera ou colosso, Que nega a frustração do “mais não posso!” E muda, à dura sorte, o resultado * O espanto mora em mim, comigo vive, Mas pode exacerbar-se onde eu não estive Se as asas dum poema o transportarem * Porque traz quanta força eu jamais tive Se enfrenta humilhação que o esgote ou prive Da voz que os sonhos meus lhe não negarem. * Maria João Brito de Sousa 30.10.2013 ***