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ESTRELATO(S)

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Eu ando a mendigar, literalmente, O pão de cada dia, a cada hora, Apenas por estar gasta e estar doente, Mesmo sendo poeta e produtora... Se algum dia fui estrela, fui cadente, Das muitas que dão luz indo-se embora Pr`a logo se apagarem, num repente, Negando a própria força propulsora, E como confessar-vos que o estrelato Se me afigura pouco apelativo, Que bem mais ambiciono o são recato Da pequenina casa em que (me) vivo Tendo por companheiro um velho gato Que é - como eu sou... - sensato e combativo?   Maria João Brito de Sousa - 21.01.2016 - 11.47h    

POR TI

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    Por ti não choro, não! Por ti sereno, Redesenho horizontes rasos de água, Reinvento o adeus e quando aceno É só para afastar-me de outra mágoa. Por ti, mil novas formas de estar viva; Sorrindo, em brincadeiras infantis, E agradecendo a Deus pois me não priva De, sendo como sou, ser tão feliz… Por ti – nem sei explicar tanta ternura… - Daria quanto dou e, mais ainda, Iria aonde nada nem ninguém Pudesse imaginar vida segura… [mas posso assegurar que nunca finda, este tão estranho amor que nos mantém…]   Maria João Brito de Sousa – 24.08.2010 – 09.56h

A FELI(X)CRACIA

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O POETA E O GATO

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  Não sei se somos bruxos ou poetas... Veneramos a vida em cada ser, Mas temos um fraquinho e tem de haver Um gato em nossas vidas incompletas.   Um gato entre outros tantos, tantos mais, Que será sempre o nosso confidente, Um gato a dar-nos mais que muita gente, A afirmar-nos que somos `speciais.   A pura sedução, o doce enlevo, O prazer de estar vivo e ser quem é, Olhar perscrutador e sempre alerta.   Sei que este amor é puro e até me atrevo A amar o gato em mim, a ter mais fé No amor que me dedica... e sei estar certa!     Maria João Brito de Sousa - 01.04.2008 - 11.16h     Este soneto é especialmente dedicado aos meus amigos EVA e ANTÓNIO CODEÇO