A CEIA DO POETA III
Dêem-me astros em órbitas perfeitas, Dêem-me sóis e luas; tenho fome! Dêem-me supernovas p`ra que as dome Como se por mim mesma fossem feitas! Vinde cometas, como se as colheitas Se tornassem celestes... (há quem tome Corpos astrais e nunca se conforme Com o pão que aqui há, que tu aceitas...) A mim!, buraco negro onde a matéria Se perde de sentido e dimensão, Talvez tu me sacies finalmente! Ofereço-te este corpo, esta miséria, Em troca do sabor de uma ilusão Pela fome que invade a minha mente!