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AO PÃO QUE O DEMO AMASSOU

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  Eu, que não roubei pão, nem o vendi, Da mesma forma tenho de o comer, Mas fá-lo-ei tão só pr`a não morrer, Que a morte (in)certa nunca eu me rendi   E sempre afirmarei que, se o comi, Foi só para o poder contradizer; Ao pão que o demo amassa pr`a vender E à rija côdea com que o cubro aqui.   Não lha vendo, nem compro, e se lha como, É na clara intenção de ver se o domo Usando a minha imensa teimosia,   Mas porque todo o pão contém fermento, Da mesma levedura eu me alimento E dela me acrescento a cada dia...       Maria João Brito de Sousa 25.01.2017 - 15.27h     Nota - Soneto escrito na sequência da leitura do poema "Esse Mesmo Pão" de Vergílio de Sena.    

LIBRETO

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    Estou numa verborreia de soneto Que não posso conter, que não comando, Pois, a cada momento, eu vou achando Acordes com os quais me comprometo...   E assim se perde em mim um Eu concreto Nessa vida real que vou deixando... [Um concerto ideal vai entoando Os acordes finais deste “libreto”...]   O público, encantado, pede “bis”, Mas vem o rapazinho da cortina Pôr cobro à euforia do momento...   [Não sei por que razão alguém me diz Que a "sonetista" é louca e desafina Mas que o cenário, esse, é um portento!]       Imagem retirada da internet