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A mostrar mensagens de abril, 2022

"O VERÃO VEM A CAMINHO"

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A MINHA DOR

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  A MINHA DOR * Esta minha dor física é real, Tanto quanto o cenário de combate No qual este meu corpo se debate, Para meu mal maior, sem qu`rer-me mal... * Por mais cruel que seja e mais brutal, Condená-la seria um disparate: Vá, sofre a tua dor, pequena vate, Que à dor maior, sofreu-a uma imortal! * A minha dor é uma cabana velha A que o vento arrancou, telha por telha, A cobertura, o abrigo e o conforto... * É nela que o meu corpo inteiro mora E é no dossel do musgo que a decora Que se espelha e renova assim que morto. *   Mª João Brito de Sousa 27.04.2022 - 21.00h *** Memorando o soneto homónimo de Florbela Espanca

SONETO AOS SAUDOSISTAS DA "MAIORIA SILENCIOSA"

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SONETO AOS SAUDOSISTAS DA "MAIORIA SILENCIOSA" *   Gentes da "silenciosa maioria" Que ainda por aí vos arrastais - sempre à direita e viva a burguesia! -, Estais velhos como eu tantos mais * Mas tresandais a mofo e cobardia E nós temos a garra que invejais Em tudo! Até na nossa poesia, Já que fraqueja a vossa... e tropeçais * Na rigidez do verso e na harmonia: Por muito que poetas vos creiais, Falta-vos chama, garra e ousadia, * Pecais pelo que a nós nos criticais Pois Convicção de classe e Rebeldia São musas que descreis, que nunca honrais! *   Mª João Brito de Sousa 26.04.2022 - 14.30h ***

SONETO DO PRODUTOR EXPLORADO - Reedição

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SONETO DO PRODUTOR EXPLORADO  *   Eu, que injectei nas veias das cidades Sentinelas de pedra e de aço puro, Que conquistei a pulso as liberdades, Que asfaltei com suor cada futuro,  * Eu, que paguei com sangue as veleidades Que registei na pedra, em cada muro, E sigo em frente e moldo eternidades A partir do que engendro e não descuro  * Não mais hei-de evocar forças ausentes! Liberto o grito preso entre os meus dentes Que irrompe deste barro em que me sou  * E arrancarei de mim quantas correntes Me prendam à mentira, ó prepotentes Donos do que julgais que vos não dou!  *     Maria João Brito de Sousa  30.07.2013 – 18.58h ***   (Reedição) *    IMAGEM- "Força" , José Viana, óleo sobre tela

25 DE ABRIL , SEMPRE!

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25 DE ABRIL, SEMPRE! *   Chegou enchendo as ruas da cidade E pintou cada casa de vermelho Deixando que um do outro fosse o espelho Que em cada um espelhava a liberdade * Semeou as sementes de igualdade Nas já cansadas mãos de cada velho E do jovem também, sem um conselho, Que tempo nunca teve, ou mesmo idade... * A todos pertencia e, por igual, De todos foi repasto e comensal Na grande mesa da libertação * Fomos nós, Povo, quem o conquistou E cabe-nos lembrar que, se murchou, Reavivá-lo está na nossa mão! *   Maria João Brito de Sousa 24.04.2020 - 10.30h *** (Reedição)

CARROSSEL

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  Vai uma  voltinha?  

"AH, SE EU SOUBESSE AO NASCER"...

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Leia  aqui  por favor

INGENUIDADE

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INGENUIDADE * Cegais, UE, de estulta ingenuidade? E é a mim que acusais de nada ver Do que no mundo está a acontecer? Ah, que estranha cegueira vos invade! * É neste imenso logro que a Verdade Sucumbe àqueles que a tentam converter E que, refém do tal quarto poder, Toda se exalta em falsa urbanidade... * UE, que ingénua sois... ou que ardilosa! Fazendo-vos passar por caridosa, Tudo inverteis... até o rumo ao vento!, * E eu que por ingénua às vezes passo Por tantos acolher no meu regaço, Desvendo um logro que não mais sustento! *   Mª João Brito de Sousa 21.04.2022 - 22.00h * Gravura de Manuel Ribeiro de Pavia In Livro de Bordo, António de Sousa, 1957

TALENTO

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TALENTO * Pensar é recriar em pensamento Na voz da Terra, o pulsar de uma estrela, E na do Mar, entre espanto e cautela, Um canto que nos soa a chamamento * E cresce o que é pensado qual fermento Acrescentando o pão que a fome sela: Só quem pensa se eleva e se rebela Contra uma dor ou contra um desalento * Se em excruciante dor te consumias, Porque é que ao pensamento permitias Que alimentasse a dor e o sofrimento? * Bem sei, nem tu o sabes... se o soubesses Não serias aquilo que pareces, Nem em ti caberia um tal talento. * Mª João Brito de Sousa 21.04.2022 - 10.30h *** Memorando o soneto ANGÚSTIA de Florbela Espanca  

VERSOS DO DESENGANO - Mª João Brito de Sousa e Custódio Montes

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    VERSOS DO DESENGANO * Coroa de Sonetos * Mª João Brito de Sousa e Custódio Montes 1. * O Mundo não me vê. Sou invisível Como as teimosas ervas dos caminhos E estes meus versos frágeis, comezinhos, Não passam de um rumor quase inaudível... * Não fosse eu tão humana, perecível E eterna escrava dos meus desalinhos... Mas os astros também morrem sozinhos E nem esse teu deus foi infalível! * O que é o Mundo, amor que um dia amei, Se não a rocha astral em que me sei Até que um dia deixe de saber-me * E se os infindos beijos que deixei Nos versos dos poemas que engendrei, Não me tornam maior que um simples verme? *   Mª João Brito de Sousa 16.04.2022 - 11.45h ***   Memorando o soneto VERSOS DE ORGULHO de Florbela Espanca *** 2. * “Não me tornam maior que um simples verme” Mas isso é quem pensa sem noção Daquilo que é a humana gestação O tempo do começo no seu germe * Eu nasci são, sem nada que me enferme, Seguindo meu caminho em construção Bem preso à charrua e ao timão Revejo-me orgulhos...

MAL-ME-QUER

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Espreite mas, por favor, não  colha...

VERSOS DO DESENGANO

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VERSOS DO DESENGANO * O Mundo não me vê. Sou invisível Como as teimosas ervas dos caminhos E estes meus versos frágeis, comezinhos, Não passam de um rumor quase inaudível... * Não fosse eu tão humana, perecível E eterna escrava dos meus desalinhos... Mas os astros também morrem sozinhos E nem esse teu deus foi infalível! * O que é o Mundo, amor que um dia amei, Se não a rocha astral em que me sei Até que um dia deixe de saber-me * E se os infindos beijos que deixei Nos versos dos poemas que engendrei, Não me tornam maior que um simples verme? *   Mª João Brito de Sousa 16.04.2022 - 11.45h ***   Memorando o soneto VERSOS DE ORGULHO de Florbela Espanca *

"O TEMPO, QUE ESTRANHO ANDA..."

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Por aqui...

IDEIAS QUE EM CASCATA SE ENTRETECEM - Mª João Brito de Sousa e Custódio Montes

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IDEIAS QUE EM CASCATA SE ENTRETECEM * Coroa de Sonetos * Mª João Brito de Sousa e Custódio Montes (verso inicial e final de Laurinda Rodrigues) 1. * "Tudo o que os outros sabem já de cor", Também eu sei mas, sendo provocada, Não posso senão dar o meu melhor Para que fique a C`roa coroada * Custe o que custe e seja como for, Ainda que da Musa despojada: Tu terás muitos "eus" ao teu dispor E eu, sem Musa, não sou quase nada... * Ainda assim, aceito o desafio E do que de mim sobra, ao arrepio, Arranco uns versos qu`inda permanecem * Embrionários, sim, mas quase prontos Para enfrentarem todos os confrontos De ideias que em cascata se entretecem. * Mª João Brito de Sousa 12.04.2022 - 16.20h *** 2. * “De ideias que em cascata se entretecem” Em fios de ilusão que se acumulam Enfeitam-se umas vezes ou se anulam E noutras vão-se embora e se esquecem * Enrolam-se as ideias e envelhecem Mas há outras que voltam e pululam Agradam e por vezes nos adulam E ao lembrá-las até nos e...