SOMBRA
SOMBRA * Esperou por si à hora do costume Como quem espera o dia de nascer Desnudada por dentro e sem ter lume A que chegar-se para se aquecer * Não sentindo sequer o seu perfume Soube do tanto que estava a perder E sem protestos, sem um só queixume, Percebeu que deixara de em si crer * Esperava um verso que a devolveria Aos braços de uma musa naufragada No convés de uma barca inexistente * Mas tão só se encontrou no que seria A sombra do que foi quando inspirada Escrevia louca, apaixonadamente... * Mª João Brito de Sousa 31.01.2023 - 20.00h ***