DE NAVEGANTE PARA NAVEGANTE
DE NAVEGANTE PARA NAVEGANTE * Solidária me encolho se te acolho não tendo senão chão sob os meus pés e presa à inclemência das marés só sei que enfrento a morte a cada escolho, * Mas posso dar-te o pouco que recolho nesta barca sem templos, nem convés, onde sempre escrevi quanto em mim lês, o sal que me preserva e nunca molho. * Não sei que mais te ofereça, de momento; Pousei os remos. Rói-me, a cada traço, Éolo, adormecido a sotavento * Dest` ilha que navego em pleno espaço e abordar-te não sei. Só sei que tento dizer-te que lamento. E que te abraço. * Maria João Brito de Sousa – 31.10.2018 – 14.17h Imagem retirada daqui