DAS FUNÇÕES DO SONHO
No meu posto. Estou sempre no meu posto! Só devo abrir a porta a quem bem quero, Mas vou-a sempre abrindo e já nem espero Ouvir-te a voz, ou divisar-te um rosto... Estou no meu posto. É este o meu lugar! Quem me adivinha a dor de ser feliz? De sonhos me alimento e da matriz Das mil e uma formas de os sonhar, Porque o sonho é subtil como os conceitos; Ensina a (pre)sentir, a acreditar, Germina tal e qual como a semente E ao descer sobre ti, tem mil direitos, Mas também o dever de te acordar De quanto te adormeça inutilmente. Maria João Brito de Sousa - 13.10.2008 - 17.28h Imagem - " A Sesta" - Almada Negreiros