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CONVERSANDO COM ALDA PEREIRA PINTO

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    SONATINA XII (do livro "Treva Branca") É bom que eu viva ao léu, pois me acostumo à solidão que assusta a quem não crê, pois se de algum receio eu sou mercê, passeio, canto e ando, rio e fumo. Num certo dia que virá, presumo, não tendo amigos nem sequer você, talvez que eu me lamente, só porque a sorte não nos pôs no mesmo rumo. E, se ao chegar a hora em que se apaga a luz da vida, uma saudade vaga quiser velar na minha soledade, ouvidos não darei ao seu alento, porque saudade é sempre sofrimento por mais que seja alegre uma saudade. Alda Pereira Pinto Brasil Soneto recolhido no blogue “O Secular Soneto”     ********** ENCONTRO CASUAL DE DUAS SOLISTAS     Não passeio, nem canto. Escrevo e fumo enquanto grafo um verso... talvez dois... outros doze, a jorrar, virão depois completar-me o soneto em que me assumo   Reflexo de um poema – ou seu resumo... - nos estilhaços em que o desconstróis, honesto, firme, não sonhando heróis, de ti colhendo o fruto. A polpa. O sumo.   Vi-te...