INGENUIDADE
INGENUIDADE * Cegais, UE, de estulta ingenuidade? E é a mim que acusais de nada ver Do que no mundo está a acontecer? Ah, que estranha cegueira vos invade! * É neste imenso logro que a Verdade Sucumbe àqueles que a tentam converter E que, refém do tal quarto poder, Toda se exalta em falsa urbanidade... * UE, que ingénua sois... ou que ardilosa! Fazendo-vos passar por caridosa, Tudo inverteis... até o rumo ao vento!, * E eu que por ingénua às vezes passo Por tantos acolher no meu regaço, Desvendo um logro que não mais sustento! * Mª João Brito de Sousa 21.04.2022 - 22.00h * Gravura de Manuel Ribeiro de Pavia In Livro de Bordo, António de Sousa, 1957