UM OUTRO ASTRO DE CABELEIRA
De um céu escuro, fechado e opressivo, Surge aquele astro em vias de reforma Que não pára, que brilha e contra a norma Nos mostra estar sobejamente vivo! Pr`a leigos, aquele astro é tão excessivo, Quão impensável tudo o que transforma O ecrã plúmbeo de uma tarde morna Num filme censurável, intrusivo. Que astro seria aquele que então brilhava, Que, passando a correr, se partilhava Sem que ninguém soubesse de onde vinha? Que mistério encerrava? E nem sequer Nos mostra claramente o que nos quer, Nos dá conta da luz que o encaminha… Maria João Brito de Sousa – 09.12.2010 – 18.56h Imagem retirada da internet - Cometa sobre o deserto de Atacama, Chile