HUMANO
Humano, desse barro primitivo Com o qual fui moldado de nascença, Quantas vezes pergunto se estou vivo, Se é realmente minha esta presença Humano ser, passível de fraquezas, Enfrentando os limites de quem sou, Penso, por vezes, vir das profundezas De um mundo qu`inda agora começou Inquieto ser de gelo à beira-fogo, Correndo como os rios que atravessei, Subindo aos altos cumes do meu ser… Se neste mar me afundo, se me afogo, Foi nele que, em sobressalto, me encontrei Quando era ainda tempo de escolher… Maria João Brito de Sousa IMAGEM RETIRADA DA INTERNET