ABRE OS BRAÇOS À VIDA - Reedição
ABRE OS BRAÇOS À VIDA * Abre os braços à vida, besta louca, Besta da forte chama que arde em mim, Concede-me mais tempo antes do fim Daquilo que sei ser: humana e pouca! * Devolve-me a revolta em mar convulso, Envolve-me em calor, em força ardente, Firma na minha mão, neste meu pulso, Glórias vindas dum doce antigamente! * Hera, não mais serei, evoco Marte, Irei buscar Neptuno às profundezas, Já que a Terra ameaça em toda a parte, Kafkiana de inocência e de certezas... * Lacónico, este chão que piso e que amo, Mede-me cada passo que não dei, Nenhum tempo concede o que reclamo, Oprime repetir-me o que já sei... * Passado não me falta. Só futuro. Qual futuro?, pergunta-me a razão Rindo de mim no nada em que procuro Sombras de mim na antiga dimensão... * Tomba um entardecer como os demais, Urdo, eu, um novo sonho amanhecendo, Vibra ainda uma corda, um eco, uns ais Wagnerianos, dóceis no crescendo, * Xaroposos, venais, enjoativos... Yolo!,* grita-me o mar ao descobrir-me, Zer...