CRIVO(S) & SENTIDO(S)
CRIVO(S) & SENTIDO(S) * Não me apontem sentidos quando vejo Que sigo um rumo próprio e produtivo E que vou mais além, se tenho ensejo De enchê-lo das razões de que me privo * Quando, num verso, encontro o tal solfejo E, num soneto o lanço, agreste e vivo! De assim tão vivo o ver, logo o protejo Quer passe, quer não passe, pelo crivo * De quem possa julgar que o não cotejo - embora em gesto quase intuitivo... - Enquanto o vou escrevendo, se o desejo * Como sempre o desejo; sensitivo, Ritmado - claramente! - e, como o Tejo, Ousado, impetuoso e compulsivo. * Maria João Brito de Sousa - 08.09.2016 - 13.48h * Imagem retirada daqui