POR INSTINTO
POR INSTINTO Foi por instinto, apenas por instinto, Que (quase) me quebrei pela cintura E que agora me quebra a dor de um cinto Que foi amparo de outra criatura. Por instinto me sei, me dou, me sinto Distante de estar “dita” e de ser “dura”. Por instinto não quero, nem consinto, Viver nas trevas de outro mal sem cura. Por instinto, saí no intervalo De um filme sobre a vida de um cavalo Que foi domado à força e não morreu. Por instinto te acuso, ó Panaceia, Do mito que te encobre e que falseia As mil “virtudes” desse mundo teu! Maria João Brito de Sousa – 17.05.2018 – 12.27h