AS VELHAS DE AGORA
Imagem retirada daqui AS VELHAS DE AGORA * Moldamos os sonhos que vamos sonhando, Sopramos as brasas que vão esmorecendo Na lareira morna, quase arrefecendo, Do que antes foi fogo crescendo, queimando... * Falamos das nuvens que passam voando E do que alcançámos, remendo a remendo; Memórias que a traça dos anos, roendo, Pra nós foi aos poucos tecendo e bordando. * As velhas de agora não morrem sentadas Em salas sombrias. Talvez em esplanadas Consigam que o Tempo se entenda com elas * E que, por instantes, bebendo um café, Esquecido de ser o tirano que é, Se atreva a sorrir e a soltar-lhes as trelas... * Maria João Brito de Sousa - 07.10.2021 - 19.00h