SONETO EM TRANSGRESSÃO RODOVIÁRIA
SONETO EM TRANSGRESSÃO RODOVIÁRIA * Nunca fui condutora. Só conduzo Palavras, quase sempre em contra-mão, Nas apertadas curvas da paixão Que não quero evitar, que não recuso. * Não tendo "carta", cometo um abuso Passível de uma coima ou detenção, Mas não resisto a esta tentação De meter "verbo-a-fundo" e de dar-lhe uso... * Se o seu radar, contudo, registou A minha assumidíssima imprudência, Dir-lhe-ei como a coisa se passou; * "Releve, senhor guarda, esta ocorrência! Eu distraí-me, a Musa acelerou E os pneus andavam falhos de aderência..." * Maria João Brito de Sousa - 30.09.2021 - 15.37h * Ainda em diálogo com o poeta Custódio Montes.