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CHUVA

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  Mais três tímidos pingos se juntaram Aos três primeiros, hoje anunciados, E, bem depressa, mil outros tombaram, Pois já cai chuva a rodos nos telhados, Nos canteiros do buxo que ensoparam, Nos vidros das janelas, salpicados, Nas gentes que aqui passam, ou passaram, Sob chapéus-de-chuva improvisados... Bendita sejas tu, que dessedentas! Bendita, pelo bem que representas Para a terra sequiosa e para a vida! Chorando sobre a crosta, a reinventas, A cobres de verdura e a sustentas, Ó chuva, tão sonhada, quão fugida! Maria João Brito de Sousa – 23.11.2017 – 16.34h NOTA – Na sequência do soneto “Só Três Pingos...” de Maria da Encarnação Alexandre.    

GLOSANDO MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE XXX

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  ESTE DIA TÃO, TÃO CINZENTO   Alonga-se o olhar sem nada ver Senão cinzento e sombras, negridão Que fizeram o sol entristecer E o dia assim ficar na escuridão   Porquê o repentino anoitecer Olhando não percebo a razão Não há qualquer vislumbre de chover Mas do sol não se vê aparição   Bem perto o fim do dia, deste dia Esculpido de negrura e apatia Insinua-se a noite também escura   Não traz nem um pouquinho de luar Nem as estrelas no céu para brilhar E nos darem um pouco de ternura   MEA 29/11/2016 NESTE NEGRO DIA DE CHUVA... "Alonga-se o olhar sem nada ver" Senão uma cortina que se adensa De chuva que fustiga sem saber Porquanto nada sente e nada pensa... "Porquê o repentino anoitecer"? Porque é que o céu escurece e se condensa Nas gotas que não param de descer Como se mãos, pesadas na sentença? "Bem perto o fim do dia, deste dia" Plúmbeo na cor, o sono me anuncia Que a noite, finalmente, vai chegando; "Não traz nem um pouquinho de luar" Mas, p...