CHUVA
Mais três tímidos pingos se juntaram Aos três primeiros, hoje anunciados, E, bem depressa, mil outros tombaram, Pois já cai chuva a rodos nos telhados, Nos canteiros do buxo que ensoparam, Nos vidros das janelas, salpicados, Nas gentes que aqui passam, ou passaram, Sob chapéus-de-chuva improvisados... Bendita sejas tu, que dessedentas! Bendita, pelo bem que representas Para a terra sequiosa e para a vida! Chorando sobre a crosta, a reinventas, A cobres de verdura e a sustentas, Ó chuva, tão sonhada, quão fugida! Maria João Brito de Sousa – 23.11.2017 – 16.34h NOTA – Na sequência do soneto “Só Três Pingos...” de Maria da Encarnação Alexandre.