UMA NOVA DOBADOURA PARA OS TEMPOS QUE CORREM
(Em decassílabo heróico) Dobando o fio da esp´rança que te resta No fuso de um futuro antecipado, Desfazes-te em trabalho redobrado Nas texturas legais que alguém protesta Já sobre ti caiu, torpe e funesta, A truculenta mão de aço forjado Que vai estendendo, agora disfarçado, O tanto que diz dar mas mal te empresta Dobando o novo fio, depressa brilha Mais luz, prenunciando a maravilha Do esforço que lhe ousaste acrescentar Que dum chão que venceu tanta batalha Possa brotar, qual sonho, a viva malha Que cresça até que as mãos queiram cantar! Maria João Brito de Sousa – 23.01.2013 – 18.01h IMAGEM - Gouache da autora, aos oito anos