UM POEMA QUE NÃO É UM SONETO
MOAXAHA Eis o meu fruto. Foi este e só este O que te alimentou enquanto o leste. Poderá ser-te doce ao paladar Ou, ao contrário, pode-te amargar, Mas certa estou que te há-de alimentar Ainda que a acidez o torne agreste. Alimentou-te, e bem, quando o mordeste! Outros não posso dar-te, que os não tenho; Só estes brotam deste velho lenho Que embora frágil, tortuoso e estranho, Te fará recordar o que esqueceste, Se acaso te esqueceres de que os comeste. "Pelos seus frutos os conhecereis" *Citando a Bíblia – Novo Testamento - Mateus 12:33 Maria João Brito de Sousa – 29.04.2018 - 23.28h Gravura de Manuel Ribeiro de Pavia