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A mostrar mensagens de junho, 2021

ESCREVESSE EU SONETOS GAGOS... - Maria João Brito de Sousa e Helena Teresa Ruas Reis

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ESCREVESSE EU SONETOS GAGOS... * Coroa de Sonetilhos * Maria João Brito de Sousa e Helena Teresa Ruas Reis *** 1. * Escrevesse eu sonetos gagos, Ou mal falados, ou mudos... Sonetos machos, barbudos, Mas tão ternos quanto afagos * Que, em tocando, fazem estragos Nos corações mais sisudos... Mas não, os meus são veludos Já pelo tempo esgaçados... * Cantasse eu versos que mordem Como quem com fome beija, Soubesse eu criar desordem, * Drama, ciúmes, inveja... Acordes meus, não me acordem, Se nenhum de vós gagueja! *   Maria João Brito de Sousa - 23.06.2021 - 13.06h * Ao Fernando Ribeiro *** 2. * “Se nenhum de vós gagueja”, Coisa de somenos vista, Já eu roo-me de inveja Porque a gaguez é de artista. * Curioso, que ao cantar Sai-nos tudo de uma vez… E melhor do que a rimar, Que aí é que é ver “gaguez”! * Embalada em melodia Pensáveis que eu escrevia Mas, afinal, só cantava. * Porque se eu ga - gaguejasse Haveria quem não esp’rasse Para ler esta estopada! * Helena Teresa Ruas Reis - 27/06/202...

NÃO SEI - Custódio Montes, Maria João Brito de Sousa e Helena Teresa Ruas Reis

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NÃO SEI * Coroa de Sonetos * Custódio Montes, Maria João Brito de Sousa e Helena Teresa Ruas Reis *** 1. * Não sei o que fazer…. o que farei ? Divago lentamente ao som da avena Escrevo o que sair da minha pena E aquilo que escrever logo verei * Avanço linha a linha mas não sei Se a peça que vier, trazida à cena Será grande essa obra ou pequena Para me envergonhar perante a grei * Não sei não sei não sei…vou escrever E tu leitor amigo vais dizer Depois de ver e ler com atenção * Se merece um aplauso este poema Se só merece encomio pelo tema Ou se nem vale dar opinião * Custódio Montes 27.6.2021 *** 2. * "Ou se nem vale dar opinião", Pergunta-me o poeta companheiro Do verso que criado a tempo inteiro, Traz no celeiro do seu coração. * E está pronto a glosar, que em profusão Se vai multiplicando, bem ligeiro, Épico às vezes, noutras mais brejeiro, Mas jamais sem sentido e nunca em vão! * Não sente o tal "bichinho-carpinteiro" Que sempre exige um verso e, feiticeiro, Fa...