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A mostrar mensagens de outubro, 2019

O MEU SONETO DE HOJE II

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O MEU SONETO DE HOJE II   * Se os pássaros pousassem nos meus dedos, Talvez novos segredos revelassem E as musas acordassem sem mais medos De que os alheios credos não gostassem   *   Dos sonhos que sonhassem quando, ledos, Meus dedos em brinquedos transformassem E em versos que vibrassem, mesmo quedos, Nuns tantos arremedos que hoje ousassem...   * Que pássaro pousou sem que eu sentisse E sem que eu lhe pedisse aqui cantou? Um sopro o despertou, sem que dormisse   *   Bastou que o pressentisse e conquistou Versos que modulou com tal meiguice Que em nada contradisse o que almejou.   *   Maria João Brito de Sousa – 28.10.2019 – 11.39h *     Nota - Soneto em decassílabo heróico com rima encadeada interna.   Imagem retirada da net sem autoria identificável

O MEU SONETO DE HOJE

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O MEU SONETO DE HOJE *   Trazia a face f`rida, o corpo gasto E a vista maltratada pelos anos, Mas embora o esmagassem desenganos, Ainda vinha firme, inteiro e casto. *   Atrás de si deixava o longo rasto De quanto lhe causara tantos danos... Foi, porém, a nobreza dos decanos Que hoje me quis servir como respasto. *   Entrou-me em casa e já não quis partir; Havia tanto mundo a descobrir Neste pequeno mundo franqueado *   P`la velha porta que eu lhe ousara abrir... Agora, consolada, vou dormir. Zela por nós, soneto hoje encontrado! *   Maria João Brito de Sousa – 11.10.2019 -10.10h     IMAGEM - "Le Berceau", Berthe Morisot