SOMBRAS E CAMUFLAGENS
SOMBRAS E CAMUFLAGENS * Do que deixar por erros poluído, Farei sempre triagem rigorosa, Revendo o conteúdo e o sentido De cada verso ou cada frase em prosa, * Não vá passar-me, assim, despercebido, O espinho traiçoeiro, em vez da rosa... Mas sempre escapa algum, meio escondido Em frase de aparência mais viçosa. * Disso não tendo culpa, culpa tenho De me não desculpar se vos arranho Com espinhos que escaparam sem que os visse, * Mas são meu olhos sombras dos de antanho Que viam erros do menor tamanho Que alguém, sem dar por isso, produzisse. * Maria João Brito de Sousa – 16.07.2019 – 11.15h Imagem retirada daqui