SEM MÃO QUE A CONDUZA E SEM MUSA QUE A HABITE
SEM MÃO QUE A CONDUZA E SEM MUSA QUE A HABITE * "Do luar grisalho que há nos meus cabelos" Fiz uma bandeira que elevei aos céus Qual imensa pomba de traços singelos Mas prenhe de anseios tão meus quanto seus * Um vento mais forte levou tais anelos Pra longe, tão longe que estes olhos meus Não mais a reviram... Que sonhos tão belos Partiram sem rumo e sem dizer adeus... * Do Sol que hoje queima os meus olhos cansados Colho agora um raio que os mais são escusados E aponto ás alturas a luz que ele emite * Mas sinais não vejo da pomba/bandeira Que o vento de um sopro levou toda inteira Sem mão que a conduza e sem musa que a habite. * Mª João Brito de Sousa 23.03.2024 - 12.39h *** Soneto criado a parir do verso final do soneto "Sol e Vida" da autoria de MEA