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A mostrar mensagens de setembro, 2011

RAZÕES PARA TODAS AS MÃOS DESTE MUNDO - Sonetilho imperfeito

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O mundo, sem ter razão, Tem tanta que eu já pensei Render-me à contradição Deste mundo em que ela é lei.   Faltou-me a razão, porém, A tão estranhas intenções E às razões que o mundo tem Só oponho estas razões;   Ao nascer de cada dia Opõe-se o gesto contrário Que quebra a monotonia   E passa o pão que se cria Das mãos do Poeta-Operário Pr´ás mãos que alguém lhe estendia         Maria João Brito de Sousa - 29.09.2011 - 11.30h       NA FOTOGRAFIA - Manuel Ribeiro de Pavia, 1956

PASSATEMPO "LEMBRANDO O ALENTEJO", no Facebook

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    ALENTEJO   Alentejo das gentes castigadas, Dos sobreiros reinando nas planuras E das vozes dolentes, bem timbradas, Que falam de alegrias, de amarguras…   Alentejo das searas espraiadas Pl`o trigo inacabável das lonjuras, Das casas pequeninas, bem caiadas, Onde, à lareira, o povo queima agruras   Onde a gente se senta nos poiais E esse tão-pouco dá-nos muito mais Do que o melhor que o mundo possa dar;   Vontade unida em vozes tão plurais Faz-nos saber que não será demais O que homens e mulheres não vão calar         Maria João Brito de Sousa – 04.09.2011 – 15.37h     SONETO DISTINGUIDO, ENTRE OUTROS POEMAS, NO PASSATEMPO "LEMBRANDO O ALENTEJO"   PUBLICADO NO GRUPO "ALENTEJO - SUAS TERRAS - SEU PATRIMÓNIO", NO FACEBOOK     IMAGEM RETIRADA DA INTERNET    

CHEGAR TARDE DEMAIS À ÍTACA DO COSTUME

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    Por Ítaca me fui desencontrando Da sagrada missão da Poesia. Se acaso a encontrei, nem nela havia Tradução pr`á linguagem do meu pranto.   Mal Ítaca abordei, vi-me encalhando Numa praia inventada e já vazia Que quanto mais negada, mais crescia Enredando-me toda no seu manto.   Se algum farol em Ítaca se erguia, Se, à porta, me pediram senha ou santo Prá singular viagem que antevia,   Não o posso afirmar... e, no entanto, Com Ítaca sonhava e redimia Cada saudade à luz do desencanto.       Maria João Brito de Sousa - 23.09.2011 - 17.40h

TEMPO, TEMPO, TEMPO... - Sonetilho

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    Corre o Tempo! Até parece Que não tem tempo a perder, Que foge como quem esquece Quanto não deve esquecer,   Mas dele, em nós, permanece Essa vontade de qu`rer Mudar tudo o que acontece No que deva acontecer...   Quando o Tempo nos oferece Tão justa razão de ser, É bom que a gente se apresse   Pois todo o povo engrandece Quando retira o Poder A quem lho não reconhece       Maria João Brito de Sousa - 18.09.2011 - 15.25h     Imagem retirada da internet, via Google    

SONETO PARA SAUDAR A MARÉ ALTA

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  SONETO DA MARÉ ALTA *   Por quanto tempo eu não escrevi, poema, Teu nome, a negro, neste azul sem mar? Por quanto tempo ousei, sem to explicar, Deixar que repousasse a minha pena? *   Mas nesta noite escura a lua acena Ao poema que em mim quis habitar E redescubro o vértice lunar Da velha esfera branca, acesa e plena. *   Há centelhas de luz sobre os meus dedos Assim que afloro os íntimos segredos Dessa alquimia muda e sem origem *   Que não cuida de dúvidas nem medos E o mar enche de abismos e rochedos No instante imprevisível da vertigem. *     Maria João Brito de Sousa – 15.09.2011 – 21.28h             IMAGEM RETIRADA DA INTERNET, VIA GOOGLE  

AMIZADE

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   A amizade não morre facilmente! Talvez não morra nunca e permaneça Num canteiro qualquer escavado à pressa Pelas mãos incansáveis da semente…   Talvez o vento passe e não lamente, Talvez a terra inteira até a esqueça… Mas, dela, sobrará uma promessa Que a torna intemporal e transcendente   Se ela existiu, então não terá fim Pois ficará latente no jardim Onde alguém a plantou em tempos idos   E se alguém me disser: – Não é assim! Responderei: - Não falo só por mim… Falo por quantos nunca são esquecidos!       Maria João Brito de Sousa – 13.09.2011 – 16.00h     FOTO - Eu e a Nice na varanda da casa do Dafundo, 1954

A PAZ CONQUISTA-SE

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Se ontem foi “dia-sorriso”, Seja hoje o “dia-luta” E a qualquer filho da puta Que me julgue sem juízo   Dir-lhe-ei que o que é preciso, Quando faltam sopa e fruta, É tomar rédea à labuta Colmatando o prejuízo!   Ó gentes da minha terra Que ergueis os cravos da guerra Aos senhores do capital,   A paz vem-vos da conquista E todo o que niso invista, não cede a bem… nem a mal!     Maria João Brito de Sousa -11.09.2011 -16.52h

À LUZ DAS VELAS - sonetilho

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Amigo, este nosso medo É pão servido nas mesas Dessas humanas fraquezas A que eu sei que já não cedo!   Não cobiço o teu segredo; Desfraldei velas acesas Na mira de outras riquezas Que durem mais do que um credo…   (lá fora é noite cerrada e aqui, de luz apagada, só vejo o que eu quero ver,   se me esqueço de acender esta vela, tão queimada, que pouco ilumina… ou nada!)                         Maria João Brito de Sousa – 07.09.2011 – 18.54h