O AMOR NA VERSÃO CURTO-CIRCUITO
Falaste das paixões, sem ter paixão, Do imenso jejum de alma em que te viste, Da abstracta situação, confusa e triste, De enfrentares tanta vã contradição, Ponderaste a remota solução, Mas nem sequer ergueste o punho em riste E eu já não sei sentir como sentiste, Nem posso perdoar-te essa traição... Falaste por falar, nada sentindo E eu, calada, absorta, fui-te ouvindo A confissão gongórica e estudada Até, por fim, dizer-te que, mentindo, Mais te não garantia seres bem-vindo Do que se não dissesses mesmo nada… Maria João Brito de Sousa – 10.02.2012 – 18.19h