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A mostrar mensagens de agosto, 2023

SONETILHO - Reedição

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OS MERCADORES DE ILUSÕES - Reedição

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OS MERCADORES DE ILUSÕES * Trazemos sedas, linhos, algodões Pr`aconchegar melhor quem sinta frio, E espaço e sonhos nas embarcações Que dentro em pouco irão fazer-se ao rio * Rumo ao país das grandes tentações Que em vós despontam quando finda o Estio E, quando não encontram soluções, Vos matam de tristeza ou de fastio... * É pegar ou largar! Nas barcas cabem O medo e as frustrações dos que não sabem O que é um sonho, ou como construí-lo: * Apressai-vos que a hora é de partida, Não percais tempo nem na despedida, Que os instantes, aqui, pagam-se ao quilo! *   Maria João Brito de Sousa 30.08.2018 – 12.44h *** Tela de Hierorymus Bosch *   Para quem possa estar interessado, hoje há desgarrada de quadras populares no   José da Xã

SÃO TRÊS - Reedição

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Por  aqui , se faz favor

OZYMANDIAS

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Imagem retirada  daqui * OZYMANDIAS * I met a traveller from an antique land Who said:—Two vast and trunkless legs of stone Stand in the desert. Near them on the sand, Half sunk, a shatter'd visage lies, whose frown * And wrinkled lip and sneer of cold command Tell that its sculptor well those passions read Which yet survive, stamp'd on these lifeless things, The hand that mock'd them and the heart that fed. * And on the pedestal these words appear: "My name is Ozymandias, king of kings: Look on my works, ye mighty, and despair!" * Nothing beside remains: round the decay Of that colossal wreck, boundless and bare, The lone and level sands stretch far away. * Percy Bysshe Shelley, 1818 ***   OZYMANDIAS * Falou-me um viajante de terra ancestral De duas pétreas pernas do dorso amputadas, Erguidas no deserto. Perto do local, Emerge subterrado, de feições lascadas, * Um arrogante rosto, mostrando em verdade, Que o escultor conhecera bem suas paixões Pois persiste na pe...

NÓS, POETAS

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NÓS, POETAS * Aos falsos magos, aos falsos profetas E ao servidor do abjecto deus dinheiro Não daremos ouvidos! Nós, poetas, Seguimos outro rumo, outro roteiro * Podemos ser brejeiros ou ascetas, Um ser gregário e, outro, caminheiro, Nenhum de nós, porém, persegue as metas De quem quer subjugar o mundo inteiro * Se, dentre nós, algum morde esse anzol, Poeta não será, tenho a certeza! Poeta de verdade é como o Sol * Pode manchá-lo, um dia, uma incerteza, Mas logo voltará como um farol A dar-se inteiro à Terra, à Natureza! *** Mª João Brito de Sousa 21.08.2023 - 13.00h ***

SONETO DE POUCAS FALAS

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SONETO DE POUCAS FALAS * Com palavras banais, muito banais, Se tecem tramas quase indecifráveis E com elas se ditam os finais Que não consideramos mais prováveis * Por vezes são curtinhas, mas letais Quando aparentam ser irrecusáveis E quero crer que, mesmo acidentais, Nos trazem risco e dor incomportáveis * Pois numa só palavra há riscos tais, Tão grandes, de tal forma intoleráveis Que é bem melhor eu nem explicar-vos mais, * Não vá, por conta de uns imponderáveis, Dizendo pouco, dizer-vos demais Sobre o que penso de alguns intocáveis. * Maria João Brito de Sousa 13.07.2018- 1142h ***

LANTERNA QUE ILUMINA - Reedição

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LANTERNA QUE ILUMINA * Coroa de Sonetos ***   Maria João Brito de Sousa e Laurinda Rodrigues *   1 *   Conceitos nossos, os de bem e mal, Tão naturais quanto água cristalina E tão inevitáveis quanto o sal Da rocha que no mar o dissemina. *   Nossos porque nos é fundamental Explicar espantos que a vida determina Desde o tempo remoto e ancestral Em que o medo nasceu. Quem o domina? *   Demos e deuses no mesmo bornal; Era a razão ainda uma menina Que a cada descoberta acidental *   Crescia no saber. Esmorece a sina Na explicação do mundo e do real; A razão é lanterna que ilumina! *   Maria João Brito de Sousa - 14.10.2020 - 15.38h ***   2 * "A razão é lanterna que ilumina" quando os sentidos exigem perceber o porquê de nascer e de ter sina que traçou o caminho a percorrer. *   Acaso tens "razão" naquilo que sentes nas emoções que explodem no momento? Percebes a "razão" ao ver que mentes se te impunhas verdade a cem por cento? *   Negaste a todo o corpo ter ...

POUCA TERRA, POUCA TERRA... - Reedição

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Próxima paragem:  Oeiras!

CRIPTIDENTIDADES- Reedição

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Espreite  aqui

ESPADA DE POETA III

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ESPADA DE POETA III *   Desmonta a máquina infernal do medo, Constrói um escudo contra os teus temores Que mesmo sendo tarde é sempre cedo Pra deter esta máquina de horrores * Abre os olhos, desvenda o seu segredo, Descobre os mais pequenos pormenores Da trama em que se tece este degredo Que não há dor pior do que estas dores! * Mas se o corpo dorido to recusa, Passa o teu testemunho à tua Musa Que fará da palavra o instrumento * Com que irás combater o medo insano... Poeta, se o combate é desumano, Que seja a tua espada o teu talento! *   Mª João Brito de Sousa 15.08.2023 - 16.40h ***  

MUSA - Reedição

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Gravura de Pablo Picasso * MUSA   * Emerge a Musa e esparge a água salgada Que lhe moldava as ondas dos cabelos Na areia onde, não estando, estou sentada Desenrolando os fios dos meus novelos. *   Já se retira, a musa, mas do nada Em que pude pensar que pude vê-los, Emerge um verso, um só, que, extasiada, Vislumbro ao som de acordes muito belos. * Que Musa é esta musa imaginada, Que traz consigo acordes tão singelos E mos oferta assim, de mão-beijada? * Decifrá-los, não sei, só sei escrevê-los... Ah, não transcreva a nota em pauta errada A mão que lhe estendi pra recebê-los! *     Maria João Brito de Sousa – 10.07.2018    In "...Até a Neve Chorará Num Dia Quente..." EUEDITO, 2018 ***          

CONVERSANDO COM MIGUEL TORGA

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RENDIÇÃO * Vem, camarada, vem render-me neste sonho de beleza! Vem olhar doutro modo a natureza e cantá-la também! * Ergue o teu coração como ninguém; Fala doutro luar, doutra pureza; Tens outra humanidade, outra certeza: Leva a chama da vida mais além! * Até onde podia, caminhei. Vi a lama da terra que pisei, e cobri-a de versos e de espanto * Mas, se o facho é maior na tua mão, vem camarada irmão, erguer sobre os meus versos o teu canto. * Miguel Torga *** Ergui sobre os teus versos o meu canto Mas não te rendo os sonhos de beleza Que não terão, os meus, essa grandeza Que o mundo galvaniza em puro espanto * Mas à força de ansiá-lo tanto, tanto Quanto o pobre quer pão pra pôr na mesa, Tentei manter uma candeia acesa Sobre o canteiro em que os meus sonhos planto * Mas quis fazer bem mais que o que podia: Entre realidade e fantasia Tentei equilibrar-me sem tombar * E sobre a chama ardente da candeia Quis cozinhar poemas para a ceia Que não comi porque os deixei queimar... *   Mª João Br...

"QUANDO A POESIA ACONTECE"

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E, hoje, aconteceu  aqui...

SEM RETORNO

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SEM RETORNO *   Cheguei ao mar nesta casca de noz, A improvisada barca dos meus sonhos Que para trás deixava a própria foz E também os meus medos mais medonhos * Não haverá retorno para nós E os dias, quer alegres, quer tristonhos, Serão, de hoje em diante, dias sós, Longos, intermináveis e bisonhos * Mas que me importa, se me fiz ao Mar, O tempo que levei pra cá chegar E o esforço imenso por mim despendido * Até que a noz passasse pela Barra E eu gritasse ao mundo: - Quem me agarra? Ninguém! Já ninguém muda o meu sentido! *   Mª João Brito de Sousa 11.08.2023 - 16.00h ***

VERÃO

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VERÃO * Abro-te os braços, Verão verde e dourado, Antes que em altas chamas te consumas E peço a nem sei quem que com cuidado Zele pela verdura das carumas * E nos resguarde o chão que, se queimado, Te deixará envolto em negras brumas Como se foras único culpado Da consumpção, conquanto te consumas * No mesmo fogo de que és acusado De, por descuido, haveres ateado Numa floresta imensa e verdejante... * Mas se te culpam, V`rão atraiçoado, Estarão a condenar o réu errado: Quem peca por ser quente e exuberante? *   Mª João Brito de Sousa 11.08.2023 - 09.50h ***    

PROVOCAÇÃO

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AMOR E DOR (Provocação): * O amor não tem dor que a dor se foi embora Sentiu o calor que à volta encontrava E fugiu a tempo que o tempo queimava E com barulheira nada sedutora * Fugiu para longe com raiva motora Enquanto o amor o seu amor amava E o que era sonho real se tornava Braços entrançados, beijos hora a hora * O céu enrubesce, campeia o fervor No meio da dança da dança do amor Com tanta alegria quando o amor chega * Nessa fantasia com entretimento O amor não pára germina sedento E com esse encanto nunca a dor lhe pega * Custódio Montes 21.6.2023 *** "E com esse encanto nunca a dor lhe pega" A menos que cega esteja tanto, tanto Talvez desse pranto louco a que se entrega Dizendo que o nega, mentindo portanto * Quando diz que o canto é tudo o que alegra A Musa que alega ser lúcido espanto Sem dor nem quebranto já que nada a quebra E jamais sossega sem um acalanto... * Que não falte o manto de negro retinto Se de negro a pinto conforme ela gosta Quando está disposta a sen...