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A mostrar mensagens de março, 2022

WALK A MILE IN MY SHOES

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  "WALK A MILE IN MY SHOES" * *   "Que ainda tardavam pela minha rua" De rostos mortiços, com passos incertos, Os bons marinheiros da velha falua Que andara perdida lá pelos desertos * Não da nossa Terra mas da sua Lua, Sorrindo enleados nos seus desconcertos Duma forma estranha que era muito sua E dessa poalha ainda cobertos... * Fica ainda um pouco que quero mostrar-te A Barca que a tantos leva a toda a parte, Ainda que imóvel por cá se mantenha * Vem fazer comigo essa louca viagem: Quem sabe não seja ilusória miragem A Barca que afirmo ser de ferro e lenha? *   Mª João Brito de Sousa 30.03.2022 - 21.00h *** Poema criado a partir do último verso (entre aspas) do soneto FICA MAIS UM POUCO! de MEA - Mª Encarnação Alexandre * *Walk a mile in my shoes - Calça os meus sapatos e caminha com eles

NA RUA ONDE EU MORO

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NA RUA ONDE EU MORO * "Na rua onde eu moro um piano a tocar" Sem nunca abrandar o seu amargo choro, Faz, se me enamoro, meus olhos chorar Quando a soluçar com ele faço coro * E desponta um esporo sob a luz lunar Pronto a enraizar no que é do meu foro Sem qualquer decoro, sem sequer cuidar De o remodular noutro espectro sonoro * Na rua onde eu moro, num piano inventado Sem som, sem teclado, sem cauda nem banco, Só ao sonho arranco notas de algum fado * Gemido e magoado ou álacre e franco Mas sem dar-me o flanco se desafinado O tiver deixado quando o alavanco... *   Mª João Brito de Sousa 29.03.2022 - 23.30h *** Soneto criado a partir do verso inicial (entre aspas) do poema homónimo de Márcia Aparecida Mancebo in Horizontes da Poesia

VISLUMBRES DE UMA DISTOPIA

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  VISLUMBRES DE UMA DISTOPIA * Silenciosos nos seus corpos de aço, Dormindo estranhos sonos vigilantes E usufruindo, ou não, de um espanto escasso, Estão os que já não são o que eram dantes *   Guardam os torreões do novo Paço E, escolhidos a dedo, são gigantes Que avançam dez mil milhas num só passo E abatem de um só sopro astros errantes *   As montanhas, rolando sobre esferas, Desviam-se dos rios e das ribeiras Que agora desaguam nas crateras *   Cavadas pelas balas não certeiras; Não há noites nem dias, só há esperas, Débeis aspirações, pulsões grosseiras... *     Mª João Brito de Sousa 28.03.2022 - 14.00h *** Tela de Hieroymus Bosch

HORIZONTE

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Vislumbre  aqui  a minha linha de horizonte

LUCIDEZ - Mª João Brito de Sousa e Custódio Montes

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  LUCIDEZ * Pela Paz Entre os Povos * Coroa de Sonetos * Mª João Brito de Sousa e Custódio Montes * 1. * Se a alguns mataste, a outros deste vida E a mim já me salvaste tanta vez, Que se me abandonasses, lucidez, De mim própria estaria já perdida *   Sem um rumo, uma porta de saída, Saltando de talvez para talvez, Desconhecendo todos os porquês Desta vontade de me ver cumprida * Ainda que, por vezes, de revés, E noutras tantas vezes de fugida Ao sabor da nortada e das marés, * Mas sempre, Lucidez, comprometida Com aquilo que sou - porque tu és! - O meu cais de chegada e de partida. * Mª João Brito de Sousa 21.03.2022 - 10.50h *** 2. * “O meu cais de chegada e de partida” É paz e ter amigos entre os povos Sermos todos, os velhos e os novos A raça entre todos protegida * Em cada canto termos guarida E duns e doutro nunca ser estorvos Nem aves de rapina ou uns vis corvos Num mundo que preserve sempre a vida * As guerras são tormentos escusados De crianças e jovens condenados A um mundo se...

"FALEMOS ANTES DE AMOR"

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LUCIDEZ

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  LUCIDEZ * Pela Paz Entre os Povos * Se a alguns mataste, a outros deste vida E a mim já me salvaste tanta vez, Que se me abandonasses, lucidez, De mim própria estaria já perdida *   Sem um rumo, uma porta de saída, Saltando de talvez para talvez, Desconhecendo todos os porquês Desta vontade de me ver cumprida * Ainda que, por vezes, de revés, E noutras tantas vezes de fugida Ao sabor da nortada e das marés, * Mas sempre, Lucidez, comprometida Com aquilo que sou - porque tu és! - O meu cais de chegada e de partida. * Mª João Brito de Sousa 21.03.2022 - 10.50h *** Fotografia de António Pedro Brito dee Sousa

RADIANTE ROSA VIRULENTA

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ROSA VIRULENTA *   À f`rida que não sangra mas supura Do homem que agoniza e que impotente Percebe que essa f`rida não tem cura, Que a morte o espera (im)pacientemente, * Ao outro que essa f´rida em vão sutura E ao (pres)sentir a dor que o f`rido sente, Com sua própria fé entra em ruptura Por vê-lo agonizando à sua frente, * Aos que se vão de morte violenta E aos que lentamente definhando Já suportaram quanto não se aguenta, * Aqui lembro pra que outros vão lembrando A radiante Rosa virulenta Que aos céus subia enquanto ia matando. *   Mª João Brito de Sousa 24.03.2022 - 10.15h ***

"SEM PAZ NADA FAZ SENTIDO"

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HOLODOMOR(ES)

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Tela de Cândido Portinari HOLODOMOR(ES) * Tremi quando tomei conhecimento Da dor insana, do tremendo horror, Da fome e do intenso sofrimento Que alguns dizem ter sido o Holodomor * Mas não se me nublou o pensamento E, pensando, encontrei algo pior, Em maior escala, a persistir no tempo, Submetendo o explorado ao explorador... * Sem causar mágoas ou constrangimento E sem nos "media" levantar rumor, Por maus tratos e falta de sustento * Sucumbe o fraco e o trabalhador Por esse mundo afora. O seu tormento Porventura será mais... indolor? *   Mª João Brito de Sousa 20.03.2022 - 19.00h ***

CELEBRANDO O DIA MUNDIAL DA POESIA

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Celebre aqui,  também!

AOS POETAS - Laurinda Rodrigues e Mª João Brito de Sousa

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AOS POETAS - Laurinda Rodrigues e Mª João Brito de Sousa * Coroa de Sonetos *   1. * Estás parado porquê? A vida chama. Ainda podes ser aquilo que és. Nos teus dedos, a escrita te reclama e a doce inspiração está aos teus pés. * O poeta é um esteta quando ama expandindo o coração de lés-a-lés... E, se embarca nesse barco em chama, ainda tem palavras no convés. * Criar poemas é como criar seres feitos de corpo e alma, se puderes reconhecer nos versos tua pista. * Não se impõe alcançar protagonismo: reinventa-te apenas e, no abismo, dá um salto mortal de trapezista. * Laurinda Rodrigues * 2. * "Dá um salto mortal de trapezista" Faz ecoar no ar a tua voz, Transforma o nada em verso que persista, Desembaraça, enfim, todos os nós * Pra que não haja "contra" que resista Aos teus infindos, decididos "prós", Desenrola o novelo e faz-te à pista, Que nem sempre os solistas cantam sós... * E mesmo que as alturas te amedrontem, Serão dif`rentes das que enfrentaste ont...

ESTRANHO CÉU

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ESTRANHO CÉU * Não verás, hoje, esse teu céu estrelado Que as dunas do Sahara atapetaram De nuvens de um tom cobre, acastanhado, Que a luz dessas estrelas ensombraram * E desse denso manto acobreado Emergem folhas soltas que voaram, Só não emerge a luz do despojado Astro rei que as areias destronaram * Que estranho, estranho céu nos cobre agora, Que até o astro rei prende e devora, Usurpando um azul que era tão nosso? * Como a tua, a minha alma inda vagueia, Mas não vê estrelas, só vislumbra areia E é de pó que eu te falo enquanto posso... *   Mª João Brito de Sousa 16.03.2022 - 16.45h * Em resposta ao soneto CÉU de Joaquim Sustelo (no dia em que o céu nasceu acobreado)