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A mostrar mensagens de maio, 2023

EU?

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Imagem retirada  .daqui EU? * "Na merda acabar... como mosca indecente"? Jamais! Eu sou gente, não mosca vulgar Que em qualquer lugar "aterra" e, carente, Se dá por contente com tudo o que achar * Que eu, pra namorar, sou muito exigente, Só de um pretendente gostei pra casar: Tu vens-me insultar e eu faço-te frente C`o murro potente que, sim, te vou dar! * Não me há-de faltar um quindim bem gostoso Num café jeitoso, bem perto daqui, Mas longe de ti, que és um bom mentiroso! * Não ligues, que é gozo! É que não resisti E muito me ri c`o soneto jocoso, Mas nada maldoso, que li e reli. :) *   Mª João Brito de Sousa 30.05.2023 *** Soneto criado a partir do último verso do soneto de escárnio e maldizer TU, de Albertino Galvão.

MEMÓRIAS DE UM NÁUFRAGO PERFEITO- Reedição

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MEMÓRIAS DE UM NÁUFRAGO PERFEITO *   Do vento que sopra, da proa que afunda, Do mastro partido, do leme encravado, Dos longos gemidos do velho costado, Da barca que oscila, bojuda, rotunda, *   Na crista da onda, no mar em que abunda Escolho traiçoeiro que espreita, aguçado, Escondido na espuma, submerso, acoitado Em zona que a Barca julgava profunda... *   De tudo me lembro, se bem que já esteja, No tempo passado, submerso também E seja esta imagem longínqua o que eu veja *   Da Barca que afunda nos sonhos de alguém Apenas a sombra que passa e festeja Não ser verdadeira, nem ser de ninguém! *     Maria João Brito de Sousa 11.01.2017 - 10.52h ***   Ao meu avô poeta, António de Sousa * (Soneto em verso hendecassilábico)

DINAMENE - Custódio Montes e Mª João Brito de Sousa

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Imagem retirada  daqui * DINAMENE * Coroa de Sonetos * Custódio Montes e Mª João Brito de Sousa * 1. * Dinamene, onde estás que não te vejo As ondas ocultaram-me o olhar Porque o barca não pára de oscilar Já desde que saí do rio Tejo * Vou em frente à procura dum desejo Sê amiga a ajudar-me a encontrar Esse cais para eu desembarcar E assim realizar o meu ensejo * Uma amiga indicou-me um velho cais Num jardim onde andou a minha idade Vou em frente, haja mesmo vendavais * Para voltar a ter felicidade Oh Dinamene, afasta os temporais Que não aguento mais esta saudade * Custódio Montes 28.5.2023 *** 2. * "Que não aguento mais esta saudade" Mas foi vossa essa escolha meu senhor, Que bem maior foi esse estranho amor Ao que escrevestes, do que ao que me invade... * Forte amor foi o meu que na verdade Por vós perdi a vida e o esplendor E ao vosso mar, senhor, sei-o de cor Que me afundei na sua imensidade... * Cuidai que o vosso Tejo me não esqueça Que, às tempestades, tentarei detê-l...

PALAVRAS DE LAVA

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PALAVRAS DE LAVA * A Florbela * Desperta, sorria mal o sol nascia Contudo soía pensar que chorava Quando ambicionava o que mais lhe doía Sendo a rebeldia o que em si germinava * Nada lhe faltava, nem mesmo a alegria Com que defendia a perfeita palavra Mas não lhe bastava, nem mesmo a ousadia Com que se batia pelo que sonhava... * Contudo escutava e àquilo que ouvia Filtrava, escolhia e depois preservava O que era de lava, lava que escorria * Tão estranha quão fria porque não queimava E porque ficava, tal qual melodia, Em quem a ouvia sempre que falava. *   Mª João Brito de Sousa 27.05.2023 - 13.45h ***   Soneto hendecassilábico com rima encadeada

NÃO DESENCANTES O SAPO - Reedição

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NUNCA (DES)ENCANTES UM SAPO! * Coroa de Sonetos * Mª João Brito de Sousa e Custódio Montes * 1. * Quebra-se a magia do beijo assombrado Que magicamente fez, do sapo, humano... Quanta angústia emerge, quanto desengano Pra quem fora um simples sapo descuidado! * Vá lá! Nunca beijes um sapo encantado! Lembra-te que podes causar-lhe tal dano Que o pobre batráquio, de bichito ufano, Passe a ser humano. Coitado, coitado! * Pobre desse sapo que estando inocente De culpa, de intriga, de ódio e de traição, Se torna consciente das falhas que tem * Quando, por um beijo, se transforma em gente E perde inocência. Que desilusão... Tu, quando o beijaste, sabia-lo bem! * Maria João Brito de Sousa 19.06.2008 - 08.53h *** 2. * “Tu, quando o beijaste, sabia-lo bem” Enganaste o sapo, fizeste-lo gente Perdeu a candura, não é inocente Maldizem o beijo que ao sapo convém * O encanto quebrou-se e agora ninguém O olha assapado na água envolvente O beijo espalhado na coxa carente Passa por humano e o sapo també...