NOVEMBRO
NOVEMBRO * Veio cheirando a musgo e cogumelos, Vestido de sienas e cinzentos, Desenhando no céu plúmbeos castelos E trazendo consigo os loucos ventos * Bem como as grandes chuvas que os sincelos São fruto dos dezembros pardacentos E dos brancos janeiros, quando os gelos Moldam longos, delgados filamentos * Reacendem-se as brasas nas lareiras E cubro-me, eu, de mantas coloridas Que falam dos meus tempos de criança * Num sussurro que cheira a sardinheiras, Se transfigura em rimas incontidas E se esvai feito em cacos de faiança... * Mª João Brito de Sousa - 30.11.2021 - 10.00h