CONFRONTOS
CONFRONTOS * Nascem versos a torto e a direito; Aonde o dedo pouse, o verso emerge, Inexplicado, urgente e com defeito, Ou sem defeito, quando em som converge. * De carne, sangue e nervos sendo feito, De nervos, sangue e carne não diverge E pulsa-me nas veias que são leito Do mesmo sangue que este corpo asperge. * Nascem-nos versos sem pedir licença; Virámos costas, demos-lhes dispensa E, de repente, sem nos darmos conta, * Nasceu mais um... mais um que, em rebeldia, Se impõe, nos contradiz, nos contraria, Nos conquista a vontade e nos confronta. * Maria João Brito de Sousa – 21.08.2018 – 18.50h Na sequência da leitura do soneto NASCEM VERSOS, de MEA (escrito à pressa. Pode conter erros ortográficos, sintáticos, métricos ou tipográficos)