MEMÓRIA SEMÂNTICA
MEMÓRIA SEMÂNTICA * (Soneto em verso alexandrino) * O dia entra a sorrir e vai-se num bocejo... Ainda mal o vejo e sem me desmentir Quase me faz sentir que sou eu que o protejo Quando me abraço ao Tejo antes do Tejo ir * Ao mar que o engolir num abraço que invejo Porquanto o que desejo é também conseguir Como esse mar fundir num mesmo abraço ou beijo Um derradeiro harpejo, e eu, quando a dormir * Nesse harpejo fluir para não mais voltar Que a hora há-de chegar como pra todos chega Em que a vida delega o que hoje a faz pulsar * E se existe no mar um cais que nada nega Todo o que em si navega há-de nele aportar; A Memória é o lar depois de uma refrega! * Maria João Brito de Sousa - 11.97.2020 - 14.08 * Imagem - Biblioteca Municipal de S. Lázaro, Lisboa retirada daqui