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ROL DE VERSOS

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  ROL DE VERSOS   Do mal que me governa ou desgoverna, Do bem que eu faça ou deixe de fazer, De Platão, quando engendra uma caverna, Dos muitos que à caverna irão descer,   De uns tantos que a subiram sem lanterna, Do Sol que nasce a cada amanhecer, Da Lua quando prenha ou da taberna Onde homem e mulher a vão beber,   Dos dias em que a noite é quase eterna, Dos vivos que desistem de a viver, Dos soldados de chumbo sem caserna,   Do chumbo que os atinge e  faz morrer E, deste rol de temas, a fraterna Partilha dos poemas que eu escrever.     Maria João Brito de Sousa – 24.06.2018 – 18.09h