IN EQUAÇÃO
(IN)EQUAÇÃO * Sou a soma de todos os momentos Que passaram por mim sem me matar Elevada à vontade de lutar Do mais rudimentar dos elementos. * Recuso a submissão aos tais lamentos Que são, da poesia, o mais vulgar E faço a divisão do que sobrar Pelas parcelas nuas de argumentos * Triângulo imperfeito, insubmissão Na explosão da palavra aleatória Em átomos que arranco ao que é comum, * Serei sempre a aberrante inequação Da aritmética vã, contraditória, Em que o poema e eu somos só um. * Mª João Brito de Sousa Abril, 2010 ***