O BANQUETE DOS ABUTRES
O BANQUETE DOS ABUTRES * Quando os lençóis freáticos não freiam O rumor das profundas incertezas E as benditas dúvidas, ilesas, Saltitam pelas mentes que incendeiam * Enquanto novas dúvidas semeiam No betão das comportas das represas E exigem mais respostas sobre a mesas Dos pobres que trabalham mas não ceiam, * Acumulam, alguns, tantas riquezas Quanta a miséria que os demais hasteiam Nas bandeiras das lutas e das rezas * Que assim que o vento sopra, ainda ondeiam; Conquanto amordaçadas, cegas, presas, Não esquecem os abutres que as rodeiam. * Maria João Brito de Sousa - 01.02.2021 - 13.41h *