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A mostrar mensagens de março, 2012

NÃO DESISTIR, ROSNANDO...

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  Aqui maldigo a dor que não se inventa, Aquela que transforma o gesto em dor, A que arrasa e destrói aquel` que enfrenta Aquilo que na vida, há de pior E "rosno" contra a dor que me atormenta Como se assim pudesse pressupor Que se sumisse, quando o que a sustenta É nem sequer saber o que é temor… Mas, apesar de tudo, ao enfrentá-la, Ao dizer-lhe que não me irei render, Ao renegá-la, ao resistir-lhe tanto, Talvez seja possível controlá-la, Mesmo que ela não pare de doer; Rosnar-lhe-ei assim que evoque o pranto.       Maria João Brito de Sousa - 25.03.2012 - 15.31h        

CATORZE VERSOS PROFUNDAMENTE PIEGAS

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Por vezes não distingo muito bem, Nem conheço quem saiba destrinçar, Se o que aqui faço é mesmo trabalhar Ou forma de queixar-me a mais alguém… Sendo provável não haver ninguém Que o desdiga ou que o possa confirmar, Que o julgue, então, a Terra, o fundo mar E toda a esfera azul que me contém… Que a dor se me alivie um poucochinho, Que a luz que me vestiu de puro linho Possa transparecer no que vos deixo E que despertem sempre algum carinho Palavras que ressoem mais baixinho Por falarem tão só do que me queixo…       Maria João Brito de Sousa – 23.03.2012 – 21.35h

BLOG EM GREVE

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O PREÇO II

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Eu pago qualquer preço, a qualquer hora, Qualquer tempo de vida ou qualquer dor Se, nestes meus sonetos, puder pôr Metade do que estou sentindo agora E se for conseguindo, vida fora, Escrevê-los cada vez com mais ardor, Hei-de pagar por eles seja o que for Sem me queixar dos custos da penhora… Se um dia fraquejar, se este contrato, Rigoroso e levado ao preço exacto, Não for cumprido, como deixo escrito, Não será por ficar-me mais barato Um poema qualquer que, sendo ingrato, Vos possa desmentir quanto foi dito…     Maria João Brito de Sousa – 17.03.2012 – 20.52h  

DECEPANDO A PESADA MÃO DO CAPITAL

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  Na mão capitalista o esbulho adorna, Bem preso, inalcançado, o repartível, O que não chega a nós mas que é visível, O que, ao ser-nos roubado, nunca torna, O que ela nos levou, porque suborna Fazendo acreditar não ser possível Aquilo que, afinal, é tão tangível Quanto a razão que cresce e nos transforma Mas eis que o era nosso, cai, por fim Da mão usurpadora que um motim Decepa sem mostrar falsos pudores… Portugal florirá como um jardim Assim que a mão cair, porque é assim Que morrem, sempre, as mãos dos ditadores!     Maria João Brito de Sousa – 09.03.2012 – 19.54h       Imagem retirada da internet, via Google

SEREMOS TANTOS!

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  Seremos tantos, tantos, muito unidos, Fazendo ressoar um grito imenso, Trazendo a força dos punhos erguidos Sob as bandeiras de um vermelho intenso   Nós, no revolto mar dos oprimidos, Partilhando um mesmíssimo consenso; Nunca mais expropriados e vencidos, Nem despojados de vontade e senso!   Seremos tantos, tantos, tão seguros Duma razão que já ninguém domina Porque a certeza de ideais tão puros,   Tal como a estrela que nos ilumina, Escala montanhas e derruba os muros De um capital que humilha e que assassina!       Maria João Brito de Sousa – 05.03.2012 – 11.35h