NÃO DESISTIR, ROSNANDO...
Aqui maldigo a dor que não se inventa, Aquela que transforma o gesto em dor, A que arrasa e destrói aquel` que enfrenta Aquilo que na vida, há de pior E "rosno" contra a dor que me atormenta Como se assim pudesse pressupor Que se sumisse, quando o que a sustenta É nem sequer saber o que é temor… Mas, apesar de tudo, ao enfrentá-la, Ao dizer-lhe que não me irei render, Ao renegá-la, ao resistir-lhe tanto, Talvez seja possível controlá-la, Mesmo que ela não pare de doer; Rosnar-lhe-ei assim que evoque o pranto. Maria João Brito de Sousa - 25.03.2012 - 15.31h