METÁFORA DOS DENTES DA ARREPIANTE CRIATURA
No prólogo da nova cantilena, Urrando, a arrepiante criatura, Deixava vislumbrar estranha melena E ferozes dentes, d` uma imensa alvura… Do alto do penhasco, em noite amena Que aquela lua nova tornou escura, Rompendo dessa imensidão serena De uma forma brutal, tremenda, impura, Um urro inconformista e desconforme, Tão incomensurável, tão enorme, Que arrepiava mesmo o mais valente, Mostrava, a quem velando nunca dorme, Que pode nem haver quem se transforme Mas que, num pesadelo, há sempre um “dente”… Maria João Brito de Sousa – 19.04.2011 -19.44h IMAGEM RETIRADA DA NET