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AO SEXAGÉSIMO SÉTIMO ANIVERSÁRIO DE UMA POETA SEM IDADE

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AO SEXAGÉSIMO SÉTIMO ANIVERSÁRIO DE UMA POETA SEM IDADE * À MEA *   Sessenta e sete, já? Ninguém diria! Ao lê-la tenho sempre a sensação De estar a ler alguém cuja paixão Se eternizou em flores e poesia, * De quem, não tendo idade, contraria O facto de estar já no fim do V`rão Da sua muito humana condição... Mas que era intemporal, já eu sabia; * Brinca c`os versos como uma menina E é tão madura quanto um figo doce, Por isso é sempre grande e pequenina... * Poderia lá ser que assim não fosse Se a concebo ora meiga, ora ladina, Sobre os jardins floridos que nos trouxe? *   Maria João Brito de Sousa - 13.03.2021 - 17.07h * À  MEA