CONVERSANDO COM ALBERTINO GALVÃO - VALORES
FALO DO QUE SINTO (soneto hendecassílabo com rimas encadeadas) Já mortos, no tempo, andam os valores mas nascem “senhores” neste nosso chão que serão, ou não, por formação doutores... porém... estupores?!... Isso eu sei que são! Com ou sem razão, a esses tais “senhores” chamo ditadores e aos que a eles dão, por bajulação, aplausos e louvores chamo de impostores! Digam lá que não!? Sempre fiz questão de escrever de falar... sem medo apontar injustiças que vejo jamais p’lo desejo de ser aclamado... foi-me já legado! Sem me comparar a Ary vou gritar, porque nele me revejo, não sou nem almejo ser vate castrado! Abgalvão ...*… TAMBÉM DO QUE SINTO, FALO! Também do que sinto falo sem pudor, Sem mudar de côr. Sobre essas, não minto, Nem douro, nem pinto valor que é valor, Nem que erga o teor à dor que hoje consinto E que evito e finto, seja como for... Sem um só rubor, direi tudo o que sinto Sem branco nem tinto que altere o sabor, Melhor ou pior, do que é claro...