DOBA, DOBA, DOBADEIRA
DOBA, DOBA, DOBADEIRA * Da vontade do corpo e dos sentidos, Em pequeninos nadas os moldei E explicá-los melhor não poderei, Que os tenho amarrotados, ou perdidos. * De livros mais que lidos e relidos E de velhos papéis que rabisquei, Bem como de outros tantos que rasguei Ou que andam por aí, meio escondidos, * Entre as mil coisas que nunca encontrei, Talvez porque jamais as procurei, Disso tudo nasceram, decididos * Como prosas vestindo outros vestidos Que, não sabendo como, tricotei A partir de uns novelos que dobei. * Maria João Brito de Sousa -11.07.2018