PRIMAVERA
Vestiu-se o céu de azul sobre a cidade Exausta do cinzento que fazia, Prenchendo de cor e claridade A vida oculta que em si mesma havia. Nasciam flores da pura insaciedade Do tal ciclo solar que se oferecia Uma vez mais, cantando a liberdade De recriar-se em luz, todo utopia… Sob este azul que agora veste o céu, Tentando interpretá-lo, estarei eu Que nada sei dizer do que não sinto… (perdoem se vos falo do que é meu; por mais que eu queira o céu, ninguém mo deu, e eu, de meu, só tenho o que aqui pinto…) Maria João Brito de Sousa - 21.03.2011