O DOM DA PERMANÊNCIA II
Ah! Quem me dera sempre aqui ficar! Eu oiço, ao longe, os passos que não dou E, desta quietação em que aqui estou, Eclode-me um desejo de criar! Assim, n`essoutro espaço, esse lugar Onde outra permanência me levou, Eu, de novo, me encontro com quem sou E, ubíqua, me desdobro no meu par… Esta estranha aventura, verdadeira, [tenho-a sem levantar-me da cadeira onde me nasce estoutra incongruência] Tem sido uma constante a vida inteira; Eu não sei senão ser desta maneira… É o meu estranho dom da permanência. IMAGEM RETIRADA DA INTERNET