O DIPLOMA E O PRÉMIO - V CONCURSO POESIA EM REDE
Nasceu-me, hoje, um soneto descuidado, Fazendo ouvidos moucos à razão, E todos vão pensar que veio em vão Pois jamais gostará do nosso Fado Mas o que aconteceu foi que, o estouvado, Não sabendo fingir, nem dizer “não”, Mal ouve os mil acordes da canção Corre a abraçar-se a ela, alvoroçado… Coitado do soneto… apaixonou-se Por um fado qualquer que então passava Nos lábios de um fadista, nas vielas, E nem sabe dizer quem foi que o trouxe, Que guitarra, trinando, assim chamava, Que estranhas vibrações foram aquelas… Maria João Brito de Sousa – 21.01.2011 – 19.01h