CAOS (COM)SENTIDO
CAOS (COM)SENTIDO * Dentro de mim vivem ainda os sábios Da minha infância agora tão distante E os mil e não sei quantos alfarrábios Que se perfilam numa imensa estante * Encimada por velhos astrolábios, Um busto de Petrarca, outro de Dante E uma africana sem olhos nem lábios A amamentar um mal esboçado infante * Povoa-me este caos, um caos amigo Que mais ninguém irá testemunhar E que abrigo no corpo em que me abrigo * Tudo fazendo para achar lugar Para qualquer recém-lembrado artigo Que me tenha esquecido de guardar. * Mª João Brito de Sousa 19.04.2023 - 20.50h ***