ESTA PARTE DE MIM QUE PODEM VER
Não quero ir já. Não devo `inda morrer. É muito, muito cedo pr`a partir. Falta-me um tanto que quero saber E umas milhentas coisas por cumprir... E tantas, tantas coisas por fazer Dessas tais que me irão fazer sorrir... É cedo, ainda, para me esquecer E muito cedo para desistir. Mas esta mesma força que me corre Pelas veias que agora me mantêm, Há-de um dia extinguir-se, há-de morrer... Será tão só o corpo o que me morre No sangue destas veias que contêm Esta parte de mim que podem ver.