Mensagens

A mostrar mensagens de fevereiro, 2010

ESTA PARTE DE MIM QUE PODEM VER

Imagem
    Não quero ir já. Não devo `inda morrer. É muito, muito cedo pr`a partir. Falta-me um tanto que quero saber E umas milhentas coisas por cumprir...   E tantas, tantas coisas por fazer Dessas tais que me irão fazer sorrir... É cedo, ainda, para me esquecer E muito cedo para desistir.   Mas esta mesma força que me corre Pelas veias que agora me mantêm, Há-de um dia extinguir-se, há-de morrer...   Será tão só o corpo o que me morre No sangue destas veias que contêm Esta parte de mim que podem ver.  

OITO GRAUS CELSIUS

Imagem
      Estavam só oito graus no meu castelo… Oito graus Célsius muito bem contados. Eu e os animais, muito embrulhados, Tentando não esquecer que o mundo é belo,   Fazíamos de conta que o quentinho Contava mais por dentro que por fora… Mas o frio - este frio que faz agora - Tornava muito duro esse caminho…   Estavam só oito graus dentro de casa, Mas tanto se nos dava que assim fosse… Depois viria o sol para aquecer-nos!   O frio há-de passar pois tudo passa! Se o que   agora passou não foi tão doce, Outro fará esquecer piores invernos!     IMAGEM RETIRADA DA INTERNET   http://www.avspe.eti.br/indice.htm   http://www.avspe.eti.br/biografia2010/MariaJoaoBritodeSousa.htm  

O DESABROCHAR DOS SILÊNCIOS

Imagem
      Eu vou desabrochar! Eu sei que vou… Mas só nestes silêncios que transformo Na luz primordial a que retorno Quando aos silêncios eu me entrego e dou.   E que me importa “estar” se mais me der Onde, de nunca estar, me sei melhor? Se ascender ao silêncio, aonde eu for, Serei tanto e tão só quanto eu puder!   Silêncio! Faz-se noite nos meus dias… É hora de partir, de diluir-me Nas coisas que ficaram por pensar…   É a hora do sonho… as sintonias Chegaram noutras asas p`ra pedir-me O silêncio dos tempos de criar.       IMAGEM RETIRADA DA INTERNET   http://www.avspe.eti.br/indice.htm   http://www.avspe.eti.br/biografia2010/MariaJoaoBritodeSousa.htm  

SÁBADO, DOMINGO E TERÇA FEIRA II

      PROMESSA   …e, agora, explica lá que mundo é este? Que mundo é este que me tem cativa, Que promete justiça e que me priva Do que em mim é melhor, porque mo deste? *   De onde é que vim se sei bem ser celeste? Dessoutro etéreo tempo em que, lasciva, Decidi experimentar a alternativa E me achei ao relento em vida agreste? *   Pois bem… cumpra-se, então, tua vontade! Sei que esta escolha é, na verdade, minha Embora esta memória me atraiçoe *   Viverei com tão grande intensidade Que a vida há-de ser sempre uma adivinha Por onde a minha voz, desperta, ecoe! *   Mª João Brito de Sousa Fevereiro 2009 ***   OS DIAS EM QUE O MUNDO É MENOS MUNDO * Há dias em que o mundo é menos mundo Porque partiu alguém, se esse alguém for Objecto de um tão grande, imenso amor Que o torne mais dinâmico e fecundo…   Nesses dias de um luto tão profundo Que acendem tão intensa, insana dor, Nem mesmo um madrigal aberto em flor Poderia tocar-nos lá, tão fundo!   As lágrimas benditas que chorarmos, Essas humana...

UM PEQUENO POEMA COMEMORATIVO DA MINHA ENTRADA NA AVSPE

Imagem
      Depois das palavras Vêm mais palavras E outras mais ainda Num nunca acabar Das etéreas lavras - mas não como escravas! - Da colheita infinda Que se vai lavrar…   Somam-se as que chegam Às que já floriram Nesse somatório De humana colheita… Palavras que legam Àqueles que as ouviram Mais um repertório, Mais uma receita…   Umas são felizes… Outras, apressadas, Nem vêem que as outras Também vão chegando… Muitas com raízes São, porém, aladas Pois parecem loucas, Nunca sabem “quando”…   Percorrem caminhos, Saltam continentes, Atravessam mares, Escalam cordilheiras… Vão deixando ninhos Com seus descendentes Que cruzam os ares, Que ignoram fronteiras…   Palavras, contudo, Não dispensam gestos, Sorrisos, olhares E abraços também! Um poema mudo Faz-se até de restos Mas sobe aos altares… Voa Língua Mãe!     IMAGEM RETIRADA DA INTERNET   Este poema em nada se assemelha a um soneto, mas foi ele que me nasceu para comemo...

O APAGÃO - uma visão contra

Imagem
  N ão. A maioria das pessoas não entendia – nem podia entender – as verdadeiras consequências de um “apagão” energético. Ele, ali, na UCI do hospital, rodeado por convalescentes temporariamente monitorizados, lembrou-se de se lembrar daquilo… depois deu azo a que o momento se espraiasse por toda a sala e deu-lhe uma continuidade lógica. Este, este e este morreriam, sem sombra de dúvida. Claro que havia o gerador de emergência, mas esse funcionaria durante um curto período, devido à sobrecarga, e acabaria, também por se “apagar”. Contudo era evidente que a esmagadora maioria se rendia à hipótese revivalista de ficarmos sentados à lareira… conversas mais íntimas, mão na mão, jogos de cartas à luz das velas, famílias que haviam deixado de o ser, refeitas de um dia para o outro, num passe de magia… talvez fosse melhor pensar assim. Logo a ele lhe ocorrera prognosticar, naquela noite, o que realmente se passaria com aqueles seus doent...

ALEGRIA NO TRABALHO

Imagem
        Tanto trabalho logo ao levantar-me! Ele é ir a correr tratar de todos, Ele é limpar e dar comida a rodos, Mudar o que está sujo… e não mudar-me!   Por vezes – tantas vezes – são as brigas! O novo residente é mal aceite… Há unhadas que trago como enfeite, J Mas sobram marradinhas muito amigas…   Há esforço dispendido, há forte empenho, Há um nunca parar de mil cuidados Neste meu acordar de cada dia.   Pode isto parecer-vos muito estranho… Podem todos pensar que são escusados, Mas dão-me, no final, tanta alegria!         IMAGEM RETIRADA DA INTERNET     Visite-me também na Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores http://www.avspe.eti.br/   http://www.avspe.eti.br/biografia2010/Ma riaJoaoBritodeSousa.htm     http://www.avspe.eti.br/indice.htm      http://www.avspe.eti.br/biografia2010/Ma riaJoaoBritodeSousa .htm                                                            

SÁBADO, DOMINGO... TERÇA E QUARTA FEIRA

Imagem
Meus amigos,   No final destes sonetos que hoje dedico aos meus amigos de quatro patas e penas, deixo-vos alguns links que permitirão a vossa entrada na Academia Virtual de Poetas e Escritores , de que passei a ser membro desde o dia de hoje, por amável convite da Presidente Fundadora, a poetisa Efigênia Coutinho. É com muita honra que aceito fazer parte deste maravilhoso grupo de Poetas e Escritores Lusófonos. Um enorme abraço para todos vós!     O REINO DA ETERNA PRIMAVERA     Se um dia eu tiver fome… eu terei fome, Mas “Eles” só a terão depois de mim! Eu distribuo o pão até ao fim Por estes que me sabem mais que o nome.   Esta norma absoluta, urgente, enorme, Faz com que tudo seja sempre assim No reino onde semeio o meu jardim, Onde nasce o poema e o corpo dorme…   E tanto falta! Tanto vai faltando, Que quem por aqui passe e não me entenda Pode pensar que só a fome impera…   Mas tanto afecto a nós nos vai sobrando, Quanto amor nasce assim, sem encomen...

AS JOANINHAS DO CENTRO PAROQUIAL DE NOVA OEIRAS

Imagem
Eu fui à AERLIS! Fui de joaninha Num enorme autocarro camarário, Dançar com os amigos. No cenário Cheio dessa alegria que era a minha,     Que era a de todos nós no partilhar Da música, da festa e do teatro, Cada um orgulhoso do seu fato, Houve sempre vontade de cantar!   Joaninhas, alegres cantadeiras, Abanando as asinhas de cartão E fazendo o escarcéu habitual,   Representando a nossa Nova Oeiras, Airosas como as joaninhas são, Unidas festejando o Carnaval!     IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

O PIOR DE TODOS OS SONETOS

Imagem
        Decido, agora mesmo, fazer tudo Por um soneto mau… tão mau que doa! E tomo a decisão assim, à toa, Iniciando o pobre escrito mudo…   Exercito a razão… talvez nem isso... Talvez seja esta pura teimosia Que faz , por mim, quanto eu jamais faria Se tivesse um pouquinho de juízo…   Mas, seja como for, está tão fraquinho Que parecem bastar-lhe alguns momentos, Uma asneirola, ou outra... e muitas letras…   Está realmente mau! Está tão mauzinho Que mais parece o fruto dos lamentos De quem quer perfeição, mas só diz tretas...     Maria João Brito de Sousa - 12.02.2010 - 10.55h        

OS CAMINHOS DOS POETAS

Imagem
  Uma obra é de uma vida inseparável… Poetas? Serão sempre um pouco loucos E existem, na verdade, muito poucos Que abdiquem de um estatuto confortável   Pr`a perseguir um sonho até ao fim… [sem apartar vivências de poemas, quase ninguém será “poeta apenas”, mas muitos haverá pensando assim…]   Vidas não se separam do que fazem, Nem podem afastar-se do produto Do que delas nascer na caminhada.   Poemas e poetas… quantos jazem Na magoada eclosão dessoutro fruto Duma compreensão que foi negada?     IMAGEM RETIRADA DA INTERNET

A CAUSA

Imagem
  Aqui, no desempenho da missão Que transcende a humana competência, Transmutando-me em jogos de paciência, Eu tento-vos falar da redenção.   Por esta causa eu luto com paixão; Redimo dois mil anos de inclemência Naquilo que define a minha urgência, Naquilo que me impõe o coração...   Se o que vos digo aqui, vos encaminha Se um só de vós entende estas razões E pára, um só segundo, p`ra pensar   Nesta causa que é vossa sendo minha, Terei justificado as mil traições Dos que me hão-de tentar crucificar...      IMAGEM RETIRADA DA INTERNET    

UM SONETO DE DOMINGO À NOITE

Imagem
      Que bom! É outra vez segunda feira! Um ciclo se acabou, outro começa E as horas que hão-de abrir-se, peça a peça, Lembram folhas e flores de laranjeira!   Ainda ontem nasceu uma primeira E tantas se seguiram, numa pressa… Que esta nossa loucura nunca impeça De florescer, mais tarde, a derradeira…   Que bom! Outra semana vai nascer, Outro dia em que as pétalas retomam A sua plenitude em branco puro!   É isto que amanhã irei dizer; Assim é que as semanas se nos somam Rumo ao fruto impalpável do futuro…      

SÁBADO, DOMINGO E SEGUNDA FEIRA VI

Imagem
         A ZANGA     Desisto do soneto! Esta canseira, E tanta falta dessa inspiração Que antes vibrava em mim, como canção, Se evaporou e, agora, sai-me… asneira!   Desisto! Só não sei se é desistência Pontual, ou se veio pr`a ficar… Falta-me o tal “tempero de luar" Da minha “especiaria” de excelência…   Estou zangada comigo, é evidente… Sem sonetos não sei seguir em frente, Perco o meu Norte/Sul, Este e Oeste…   De zangada que estou, nem mais me aceito! Perdeu-se o batimento mais perfeito, Foi-se embora o tal dom que era "celeste"…     Maria João Brito de Sousa -  2010   A ZANGA II     Por vezes faltam-me as palavras certas; Resmungo, rasgo, risco e, furiosa, Tento trocar os versos pela prosa Para avançar com novas descobertas!   Mas ele há sempre um verso à minha espera. Mais calma, vou escrevendo e, sem saber, Mais um soneto acaba por nascer, Por mais que a decisão fosse sincera…   Vá-se lá entender quanto se passa Na alma de um poeta assim zangado, Que pensa em desi...