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A mostrar mensagens de abril, 2011

EU, CRIATURA SELVAGEM

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  Morderei todo aquele que me morder! Sou bicho que ninguém domesticou, Que invadiu, doa lá a quem doer, História(s) da Vida que ninguém contou.   Meu ideal? Tão só sobreviver Neste astro azul que o homem dominou Porque tudo o que faz – ou quer fazer… - É sobrepor-se a excessos que engendrou   E, no entanto, também eu sou vida, Exactamente como ele sempre o foi Desde o momento exacto em que sentiu   Que aquilo a que aspirava, na subida, Era ao protagonismo de um herói Que a própria natureza desmentiu…     Maria João Brito de Sousa     IMAGEM RETIRADA DA INTERNET  

METÁFORA DOS DENTES DA ARREPIANTE CRIATURA

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  No prólogo da nova cantilena, Urrando, a arrepiante criatura, Deixava vislumbrar estranha melena E ferozes dentes, d` uma imensa alvura…   Do alto do penhasco, em noite amena Que aquela lua nova tornou escura, Rompendo dessa imensidão serena De uma forma brutal, tremenda, impura,   Um urro inconformista e desconforme, Tão incomensurável, tão enorme, Que arrepiava mesmo o mais valente,   Mostrava, a quem velando nunca dorme, Que pode nem haver quem se transforme Mas que, num pesadelo, há sempre um “dente”…       Maria João Brito de Sousa – 19.04.2011 -19.44h       IMAGEM RETIRADA DA NET

SINAL DE ALARME!

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      Sei que me passo, sim, de quando em vez, Porque o meu dia-a-dia está composto Por mil dúbias respostas aos porquês De quem plantou, mas só colheu desgosto *   Pois sempre se passa um português E a ira vem, de vez, turbar-lhe o rosto, É provável – bem mais do que um talvez – Que a causa seja juro ou seja imposto… *   Mas… que posso fazer senão passar-me Quando a sobrevivência irá custar-me Mais do que vou ganhando em cada dia? *   Entrar em depressão? Chorar? Calar-me? Não é comigo, não! Sinal de alarme! Cada verso me estua a rebeldia! *       Maria João Brito de Sousa     IMAGEM RETIRADA DA INTERNET, VIA GOOGLE         ÚLTIMOS DIAS PARA AS RIFAS DA ANA CAROLINA!     Temos ainda muitas RIFAS para vender no meu BAZAR (anda à roda dia 25/04): PRÉMIO: Máquina de Café Expresso (Cápsulas) SORTEIO: Lotaria da Páscoa (últimos 3 dígitos) VALOR: 1 Rifa = 1 Sol ONDE COMPRAR: http://www.carolinalucas.com/b azar MODO DE ENVIO: por email Não queres tentar a sorte? Agradeço muito! É uma grande...

NASCEU-ME ABRIL, AGORA MESMO...

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  Nasceu-me agora Abril, quando sonhava… Mas não é por Abril me ter nascido Que eu deixarei morrer o que me é querido Ou que me esquecerei do que cantava   Nasceu-me de uma corda que vibrava Num trinado qualquer, mal pressentido, De um verbo a vacilar no desmentido De outro que era menor mas que o calava.   E o que é feito de Abril no novo Abril Em que se redefine outro perfil Para este meu país tão castigado?   E vibra-me outra corda… e já são mil As cordas que, vibrando em tom subtil, Me falam desse Abril sempre negado.       Maria João Brito de Sousa       Imagem retirada da internet

AINDA UM PASSO...

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Eu sei lá s`inda sei falar, sequer, Das coisas sem ter fim que há por aí, Que se vestem das cores com que eu as vi E que, através de mim, se dão a ver…   Do muito qu`inda possa acontecer A partir desse tanto que escrevi, Não posso adivinhar, ou já esqueci, Se é possível, ou não, vê-lo nascer…   Mas dou ainda um passo! Um passo incerto, Sem saber se estou longe ou se estou perto Do que sei ser a última  fronteira   Do que de mim sobrar, tendo por certo Que esta vontade escreva em desconcerto Com tudo o que é banal ou "pasmaceira"…     Maria João Brito de Sousa – 12.04.2011 – 14.53h  

EXACTAMENTE COMO AS AVES...

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Só aves, saltitando nas ramadas Dos arbustos, em torno das palmeiras, Me falarão das coisas derradeiras Que há por dentro das frases desgastadas   Só essas escutarei quando, escusadas, Me impuserem palavras altaneiras, Que eu tentarei esquecer-me das canseiras Das horas que nem foram convidadas…   E agora, que reparo no que digo, À hora em que os pardais se vão deitar E o céu se vai vestindo de outra cor,   Cada rima, a voar, vem ter comigo, Já preparada para pernoitar, Como faz qualquer pisco ou beija-flor…     Maria João Brito de Sousa       IMAGEM RETIRADA DA INTERNET     raizonline@hotmail.com   Esta noite, entre as 22 e as 24.00h, oiça boa poesia no programa SABOREANDO de Joaquim Sustelo -   

MUSA

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Ó Musa de luar e de alfazema, De sândalo, nos dias de chorar, De sol, nas minhas veias de poema E em cada novo verso que eu criar   Cada ave que lá vem, em cada pena, Traz as velhas canções de me embalar E a tarde, mesmo agreste, emerge amena Das mil penas dos versos que eu cantar   Criar por te sentir aqui, tão perto, Por dentro de quem sou, ter descoberto, Contigo, o meu sentido para a vida,   É, abraçando um novo rumo incerto, Criar raiz no tempo em que desperto E renovar-me, embora desmentida     Maria João Brito de Sousa – 03.04.2011 – 12.20h       raizonline@hotmail.com   Esta noite, oiça boa poesia na RÁDIO RAIZ ONLINE, com Arlete Piedade   

SONETOS E OUTRAS OPERAÇÕES MATEMÁTICAS

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  Vou falar de operações e de parcelas, De contas de somar, ou de… sumir, Tendo o cuidado de fazer com elas Um soneto menor que faça rir.   Terei de me munir de mil cautelas, Pois ambos têm leis pr´a se cumprir; Técnica pura e regras paralelas A que poeta algum deve fugir!   Soneto é mesmo assim. Provas reais Não poderão faltar, nem são demais, Devendo repetir-se à exaustão   E distar algum tempo, pois se vais, Alguns dias depois, rever totais… Os erros sem ter fim que pr`ali vão!     Maria João Brito de Sousa Abril, 2011

HAVIA UM MAR...

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    Havia um mar algures, num tempo incerto, Gerando a vertical deste meu querer… Mar galvanizador, sempre a crescer Por dentro de mim mesma, a descoberto,   Galgando quanto havia ali por perto, Subindo mesmo o que era pr`a descer, Um mar em mim, essência do meu ser Transformada, que foi, em livro aberto...   Genuíno mar com ondas e marés Em que liberto a escrava das galés E onde me encontro, sempre em maré cheia,   Com esse mar que, às vezes, também és Sempre que desço pr´a molhar os pés Num mar, algures em nós, galgando a areia.       Maria João Brito de Sousa – 01.04.2011- 09.16h