EU, CRIATURA SELVAGEM
Morderei todo aquele que me morder! Sou bicho que ninguém domesticou, Que invadiu, doa lá a quem doer, História(s) da Vida que ninguém contou. Meu ideal? Tão só sobreviver Neste astro azul que o homem dominou Porque tudo o que faz – ou quer fazer… - É sobrepor-se a excessos que engendrou E, no entanto, também eu sou vida, Exactamente como ele sempre o foi Desde o momento exacto em que sentiu Que aquilo a que aspirava, na subida, Era ao protagonismo de um herói Que a própria natureza desmentiu… Maria João Brito de Sousa IMAGEM RETIRADA DA INTERNET